Querido Otário

Romance

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Querido Otário
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Eu odeio clichês. E talvez por isso tenha acabado caindo em um deles.

Estávamos entrando na última semana de fevereiro e essas eram minhas últimas férias antes de entrar no "mundo adulto". Eu queria me isolar, e por isso fiz questão de combinar uma viajem com todos os meus amigos, e na hora de todos embarcarem para o glorioso arquipélago de Fernando de Noronha, disse que ia ao banheiro e entrei no vôo para o qual eu realmente havia me preparado, Curitiba. Por favor, não comece a me julgar agora. Eu só queria um pouco de paz. Estava cansada dos mesmos dramas, das mesmas pessoas e das mesmas histórias. Eu queria um tempo para mim. Minha mãe sabia o que eu faria e, depois de bastante tempo tentando me fazer ir para Fernando de Noronha para "aproveitar a vida", acabou concordando com a minha ida para Curitiba. Eu, tecnicamente, ficaria na casa da minha tia. Meus planos consistiam em chegar lá num dia e ir para um acampamento no dia seguinte, voltando só no dia de ir embora. E, enquanto ignorava ligações e mensagens de meus amigos, foi o que eu fiz.

O acampamento era meio afastado da cidade, num sítio enorme e lindo. A entrada tinha canteiros de flores de diversas cores e eu podia ouvir os pássaros cantando. Naquele momento eu soube que não me arrependeria de ter enganado minhas amigas e fugido para aquele lugar. Desliguei o celular assim que o ônibus entrou no sítio, mandando apenas uma mensagem para minha mãe, avisando que meu celular estaria desligado naquela semana. Mas é claro que nem tudo são flores, alguma coisa tinha que atrapalhar minhas férias perfeitas.

Essa coisa tinha olhos caramelo, a pele escura e o cabelo enroladinho. E essa coisa era a definição viva de tudo que me irritava. Ele se achava a última Coca-Cola gelada do deserto. E era um completo...

- Otário, idiota, estúpido! – Foram as primeiras palavras que disse para ele. – Não olha por onde anda, não?

...

...

...

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