Um Conto de Verão

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Um Conto de Verão
Quem diria, hein?

Acordei com os gritos da minha irmã e quis me enterrar na cama. Passo o ano inteiro na faculdade, e quando venho para casa nas férias sou acordada desse jeito. Permaneço com o travesseiro na cara até escutar o som do primeiro saque sendo feito do lado de fora. Sorrio e me arrumo para o dia na praia em tempo recorde. Eu costumava ser atleta de vôlei no ensino médio, e parece que já se passaram dez anos desde a última vez que entrei em quadra, mas na realidade faziam apenas dois anos. Escolhi estudar Direito, e para entrar numa boa faculdade tive que estudar como louca durante um ano inteiro depois que acabei o famoso "terceirão", ou seja, nada de vôlei até passar na universidade federal. Juro por todo o chocolate do mundo que quando vi meu nome na lista de aprovados meu primeiro pensamento foi "VÔLEI!", e acho que nem preciso mencionar que quis chorar quando nem nas férias antes de iniciarem as aulas eu consegui jogar. Foi um verão confuso, corrido e cheio de lágrimas. Eu precisava me mudar para outra cidade para me matricular na universidade na qual havia passado, decidir casa, apartamento, se levaria meu cachorro ou não, se moraria numa república ou sozinha e, além de tudo, precisava dar adeus à todos que eu conhecia e começar do zero num novo lugar.

Durante o ano eu nem sonhava em passar sequer perto de uma quadra.

Então as férias chegaram, e era verão novamente. Voltei para minha cidade para visitar a família e os amigos e ir à praia. Honestamente? Eu estava mais empolgada pela praia do que para ver os parentes. Quer dizer, não quero soar cruel nem grossa, mas meu coração estava 65% praia e 35% parentes.

Eu nem me dei ao trabalho de passar pela cozinha antes de ir para a areia e me meter no time da minha irmã e primas. Elas estavam jogando contra um monte de gente que eu não conhecia, mas dei de ombros e senti meu coração vibrar assim que dei a primeira cortada e marquei ponto. Naquela hora, sim, me senti completamente em casa. O jogo acabou com a vitória do nosso time, e a maioria das pessoas se dispersaram, sobrando eu, minha irmã, minha prima Jeni e dois caras que eu nunca tinha visto na vida, mas que eram amigos da minha irmã, ou pelo menos um deles era. Ah, minha irmã se chama Amanda, e ela estava dando descaradamente em cima desse tal amigo, enquanto o outro cara que estava com ele apenas ria. Amanda e seu amigo, que descobri se chamar Lucas, estavam discutindo os times, ou melhor, duplas, já que não tínhamos jogadores suficientes nem para um time.

- Mas Lucas, eu quero jogar com a minha irmã e a Jeni! - Minha cara irmãzinha já não tinha argumentos, mas eu a entendia. Ninguém nunca nos venceu quando jogamos em dupla e ela gostava de ganhar.

...

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