Next Murder

Terror

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Next Murder
Prólogo

28 de fevereiro de 2006


─ Olha, mamãe! ─ Maxxie adentrava a cozinha para mostrar o desenho que havia feito.
─ Nossa! Quem é, querida? ─ ela perguntou com certo receio da resposta. Havia uma árvore com uma linha até quase o chão. Devia ser uma corda na mente da menininha. E no fim dessa linha, uma mulher pendurada.
─ Você, mamãe. ─ inocentemente abraçou a mãe, que não conseguiu corresponder. ─ Acho que a senhora devia colocar na geladeira como lembrança.
─ Claro...Irei fazer isso.
A mãe da garota já havia reparado no comportamento estranho de sua filha. A menina nunca gostava de ouvir histórias de princesas, ou assistir filmes da Disney, seu gosto peculiar por músicas esquisitas e filmes de terror assustava a mulher. Por vezes, já teve que socorrer alguns bichinhos da mão de sua filha; em um desses ocorridos, sua filha estava com uma faca na mão arrancando o coração do pobre gato. E ao receber o castigo, Maxxie não parecia nem um pouco arrependida. Segundo ela, o gato a olhava estranho e sussurrava às vezes.
─ Maxxie, ele não fala nada. Gatos não falam! Entenda!
─ Ele não é um gato qualquer, mamãe! ─ falou e bateu a porta do quarto. A mãe não sabia que uma garota de apenas sete anos, poderia ter tanta força.
Após o incidente ela ficou dias sem falar, a mulher levou a filha ao médico, porém nada resolveu, segundo ele, era uma fase e isso iria passar. Margaret tentou acreditar no médico, mas quanto mais passava o tempo, mais sua garotinha se tornava perversa e assustadora, a ponto de tentá-la matar durante a noite. Quando Maxxie fez nove anos, Margaret já não dormia sem trancar as portas, inclusive a do próprio quarto.
─ Eu não sei mais o que fazer, Robert ─ a mulher já estava esgotada ─ A Maxxie não dura uma semana em escola alguma porque sempre machuca as outras crianças e até professores... Eu não sei mais o que fazer. ─ chorou, pois ela era sua única filha, e apesar de tudo, ainda desejava um final feliz para Maxxie Cooper.
─ Essa menina não pode ficar mais aqui, entendeu? Eu não a quero mais dentro da minha casa. ─ o pai da garota vociferou ─ Ela é louca e lugar de gente assim é no manicômio.
─ Não fale assim, Roberts. Ela ainda é nossa e devemos ajudá-la, talvez isso só seja uma fase. ─ estava claro na voz da mulher o quão doloroso era estar nessa situação, sua pequenina não poderia ser um monstro.
─ Então ajude você, pois eu não irei mover um dedo para esse monstrinho.
─ Ela é sua filha, Roberts. Demonstre o mínimo de carinho que você sente por ela.
─ Você sabe o que irá acontecer se continuarmos com ela, e eu não quero ser a platéia, ou até mesmo a vítima de um show de horror. ─ dito isso, o homem prepara seu lado da cama e se deita ao lado oposto da mulher para dormir. Margaret, por outro lado, não consegue dormir. Só pensa como será o dia de amanhã para Maxxie e ao sair dos seus devaneios, vai pegar um copo de água. Mas, antes passa no quarto da filha, que é o último do corredor. Ao entrar, ela vê a filha sentada na cama, abraçando os joelhos e se balançando de trás para frente.
─ Está sem sono, meu amor? ─ a menina, que até então estava com o olhar fixo num ponto do quarto, falou.
─ Sim, não consigo dormir. A senhora poderia vir aqui? Me abraçar?
─ Claro filha. ─ e se aproximou lentamente da pequenina.

E a abraçou, fora o primeiro abraço desde muito tempo.
─ Mamãe, eu te amo. ─ falou, enquanto segurava forte a mãe com uma mão, enquanto a outra uma faca.
─ Oh querida, eu te amo muito também. Não esqueça, tá? ─ e antes de responder, ela cravou a faca nas costas da mulher que a criou com tanto carinho.
─ Você sempre trancava a porta do seu quarto, e as janelas. Mas esqueceu da cozinha, mamãe.

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