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14 – Paz

Encarei o topo dos prédios da universidade, imaginando a queda de dez andares. De onde estava, afastada da mureta, não podia vê-la, mas lembrava-me bem como era. Da sensação de não ter nada além da minha força de vontade que me impedisse de pular. Acariciei a barriga inchada e pedi perdão à minha filha pelos pensamentos suicidas que tive antes de saber que estava grávida.

O semestre chegava mais uma vez ao fim e eu já estava aprovada nas disciplinas. Eu me formaria por mim e por Stella. Minha amiga sempre estava comigo, em minha mente e coração. Suspirei. Por outro lado, o relacionamento com o irmão dela se desgastou por completo. Não éramos amigos e nem amantes. Guto me acompanhou nas consultas com o obstetra e ajudou a escolher algumas coisas do bebê. Dona Esther parou de me acusar e ficou feliz pela neta, porém eu não me sentia à vontade perto deles. O sentimento que tinha se resumiu ao carinho. Sorte que haviam outras pessoas ao meu lado.

Segurei o celular com tanta força que meus dedos tremeram, a testa suava frio e uma pontada de dor irradiou em meu ventre. Respirei fundo, depois de oito meses de gestação, era a primeira vez que sentia dores. Estive tão cercada do amor da minha família e dos meus amigos que os dias realmente tristes haviam passado.

Até hoje.

– O que houve?

...

...

...

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