Se eu soubesse

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Se eu soubesse
Capítulo 1 - A poetisa e o lenhador

E o jovem lenhador se aproximava, rodopiando um machado em sua mão áspera. Cabelo de fogo em erupção, olhos lampejantes. Suas passadas calorosas desmanchavam os galhos quebradiços naquela natureza fria de Sublime e queimavam as folhas cobertas de cristais de gelo enquanto ele caminhava. Um brilho irradiou no olhar de uma donzela poetisa, Anne Brandi, ao mirar a aproximação de Alex Rice. Sorriso gelado, branco como a neve, pairou em seus lábios rosados e finos ao vê-lo se debruçar sobre a fogueira. Seu rosto se iluminava, seu cabelo ruivo comprido jorrava suor escaldante sobre a relva amarelada. Anne o olhava inspirada.

- Dê-me um sorriso e lhe entrego o sabor da liberdade, homem das chamas / Chamas da vida, chamas por mim / Olhos de fogo, mergulhe-os nas profundezas frias do oceano / Oceano gélido, mar da cura / Mas não se afogue, homem em chamas / Te apresento a vida / Chamas da vida / Chamas por mim - disse Anne em alto tom enquanto bordava a natureza com seus gestos expressivos. Seu cabelo longo como o tempo entediante e leve como o vento daquela noite de outono a acompanhava por trás de sua costas nuas.

- Homem das Chamas? - disse Alex, sorrindo de um jeito simpático. - Me preocupo com o que está por vir depois do Ruivo Fumegante e da Criatura do Machado Amarelo - provocou-a enquanto lançava lascas vivas de madeira à fogueira ardente. O brilho vermelho intenso iluminava seu olhar à medida que a madeira estalava no fogo viril. Seus olhos de caramelo vívido serpentearam em direção ao lago. Doce lago.

- Poderia ser o Assassino da Madeira - respondeu Anne, lançando um sorriso faiscante que caminhava por suas covinhas do rosto e se direcionava ao corpo forte de Alex.

Alex retribuiu o sorriso. Dentes afiados e luminosos como um raio, que sobressaiam por sobre sua barba ruiva. As chamas da fogueira pairavam em sua volta, e as faíscas se erguiam em seu olhar enquanto ele se lembrava de cada sorriso que dera com a presença de Anne. De todas as corridas intensas no verão, dias tranquilos na biblioteca de Sublime, noites de vinho em volta da fogueira ao som da gaita. Sua Anne, inseparável Anne.

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