Contos da Meia-Noite

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Contos da Meia-Noite
O Passado

Eu detestava o lugar onde morava. Era sempre fazendo as mesmas coisas, não podia sair e muito menos ter contato com garotos, pois o orfanato seguia regras rígidas. Parecia mais um convento do que uma casa enorme que abrigava garotas órfãs. Aos quinze anos, decidi que não iria mais continuar morando no local. Coloquei na cabeça que ia fugir no meio da noite e iria para um lugar melhor. Minha primeira tentativa não deu muito certo, já que o porteiro me avistou saindo. Eu me perguntei por que ele estava ali, naquele local, naquele horário. Depois que fugi, descobri o segredo. Ele estava de caso com a moradora vizinha nossa. Safado! Estava comendo a coroa viúva que tinha acabado de herdar a fortuna do marido.

Após minha primeira tentativa de fugir, as funcionárias começaram a me observar mais atentamente, pois sabiam que eu iria tentar novamente. Não demorou mais do que uma semana para eu retornar a fuga. Esperei anoitecer e, quando todos estavam em seus quartos dormindo, levantei na ponta dos pés e saí da casa com a mochila nas costas. Meu coração estava acelerado e meu corpo cheio de adrenalina. Um sorriso saiu entre meus lábios ao sentir aquela sensação de perigo. Passei pela porta principal e abri lentamente para não fazer qualquer barulho. Saí e caminhei em direção ao portão que cercava a casa. Com a chave que havia conseguido copiar, destranquei o cadeado e saí correndo. Corri o máximo que consegui e me sentia alegre em saber que não iria mais continuar naquele lugar.

****

Adormeci em um banco de praça devido ao cansaço. Levantei e coloquei a mochila nas costas. Fiquei caminhando sem rumo pelas ruas. Parei e observei uma família tomando café em uma quitanda. Do lado de dentro, eles me viram e virei às costas, saindo. Eu não sabia ao certo o que iria fazer depois. Tinha guardado em meu bolso uma pequena quantidade de dinheiro que havia ganhado após fazer bolos e doces. Nunca gostei de cozinhar, mas para ter dinheiro suficiente, tive que aprender algo básico. Parei em uma padaria simples e pequena. Comprei um pão de queijo e um copo de café com leite. Após o lanche, arrumei minhas coisas na mochila e saí novamente.

Depois de algumas horas caminhando, vi de longe o porteiro do orfanato. Parei, virei-me em direção a uma árvore que estava a minha frente e tentei me esconder. Olhei lentamente se o homem ainda estava andando pelo local e fiquei parada ao ver que seguiu em minha direção. Assustei-me quando fui segurada pelo braço. Ele me puxou de encontro ao seu corpo e foi me arrastando até o carro.

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