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Capitulo dedicado à: Schatzi


4 – Piquenique

Na tarde seguinte eu estava no telhado mais uma vez. Prometi aos meus pais que não procuraria a mãe de Guto. Contudo, jamais disse que não voltaria ao hospital. Coloquei os fones de ouvindo e um rock me embalou enquanto permaneci de olhos fechados em cima da mureta, sentindo o vento frio balançar a minha blusa de alça fina. Um tímido sorriso escapou dos meus lábios ao lembrar do que escrevi no caderno na noite passada. Não foi à toa que escolhi esta blusa em específico para usar hoje, estava com ela quando vi Gustavo pela primeira vez.

Era sábado e eu tinha almoçado cedo. Meus pais estavam juntando dinheiro para comprar um carro para mim, o que me deixava dependente do transporte público. Stella morava do outro lado da cidade e minha mãe – a melhor fonoaudióloga do mundo, na minha opinião – ia para aquele lado atender um paciente acamado.

Liguei para Stella perguntando se poderia ir algumas horas antes. Ela não se importou, dizendo que conversaríamos enquanto esperávamos as outras. Eu fui e fiquei surpresa com o que encontrei. A casa dela ficava em um condomínio fechado, com um belo estilo colonial de madeira escura e janelas de vidro com pequenos vasos de cerâmica cheios de delicadas flores coloridas. Era linda e parecia casa de boneca.

Stella – em um short jeans e blusa regata, com os cabelos de um surpreendente tom verde-claro presos em uma grande transa – me recebeu de braços abertos. Sentamos na sala de estar, vendo televisão e conversando bobagens. A mãe dela, dona Esther, uma senhora loira e elegante cuja pouca altura era compensada pelo salto alto, me recebeu com uma gentileza impressionante. Enquanto a mulher oferecia biscoitos e suco, a filha se desculpava pela atitude teatral da mãe. Explicando que ela estava empolgada em ser entrevistada para um trabalho da faculdade.

Ainda faltava duas horas para Natalia e Beatriz chegarem. Ríamos de nada em particular quando meu cérebro parou. A visão de um rapaz alto, de cabelos negros e olhos da mesma cor, descendo as escadas apenas de sunga fez minha mente resetar. Com um corpo atlético, assobiando despreocupadamente e um cachorrinho de pelo marrom no colo, o irmão gêmeo de Stella parou ao perceber que havia uma estranha em sua sala. Ele se agachou para soltar o animal cujas patinhas clicavam contra o piso enquanto ia em disparada para a área externa. Gustavo voltou a descer os degraus, porém em silêncio. Observando-me com um olhar intrigado.

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