Capítulo

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Hóspede

A tempestade de areia revestia todo o prédio numa espécie de cortina amarela. Ela lambia o concreto descascado e se perdia do outro lado. Um ataque arenoso contra um crepúsculo cinzento com feixes de luz solar vermelha.

Dentro do surrado apartamento, Onofre sentiu as tetas gordas ficarem geladas de suor. A camiseta estava ensopada e duas grandes bolas se formavam nas axilas.

“Que merda”, pensou.

Abriu os olhos minimamente e lutou contra os cílios para ver os outros. Pouco a pouco, os vultos se tornaram mais claros. Todos estavam concentrados na corrente. O copo permanecia imóvel no centro da mesa.

A concentração ficava cada vez mais distante. O suor escorria pela barriga de Sharpei. Começou a ficar ofegante, crise de tosse, asma. Tentou soltar a mão de Janete, mas ela não cedeu. Apelou para a outra; a necromante não soltou. Tossiu como louco. Recuperou o fôlego para perdê-lo mais uma vez.

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