Capítulo

Publicidade

Pacto

Quando o pistoleiro chegou à cidade fantasma, foi recebido por um cadáver com o ventre aberto e recheado de moscas. O defunto estava estirado na entrada principal e isso não significava boa coisa.

A mão do pistoleiro tremia próxima ao coldre. Os passos eram curtos e indecisos. Não havia precisão na respiração — como se qualquer barulho pudesse mostrá-lo ao demônio.

Olhava de um lado para o outro. Não havia uma alma viva sequer, apenas o sol que tostava a face e o forte vento do Sul que fazia aquela bagunça toda com a terra.

O cavalo estava logo atrás e fungava em suas costas. O bafo quente do animal trazia o pistoleiro à realidade. Estava perturbado. Seu corpo era um calabouço de arrependimentos num momento tardio.

Subiu no animal, segurou as rédeas e cutucou de leve o bicho. Sentia o sol aquecer o seu rosto e o estômago revirar a cada trote. Ventava muito, a poeira ofuscava a visão. A cidade era um amontoado de areia e, às vezes, os raios solares perfuravam aquela cortina.

...

...

...

É preciso estar logado para visualizar o restante do capítulo.

Este conteúdo é protegido pela Lei nº 9.610/98 – a Lei de Direitos Autorais.
Assinar ou apresentar como seu é crime pois viola os direitos de autor.

O acesso a este conteúdo é registrado de acordo com as políticas de uso.

Ir para outro capítulo:

Capítulo comentários

É preciso estar logado para poder comentar. clique aqui para entrar ou fazer o cadastro.

Comentários

Carregar Mais

Livro compartilhar

Olá , você pode compartilhar ou convidar seus amigos, para ler esse livro através do Facebook, Twitter ou Email.