Capítulo

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Prólogo

Miranda caminhava de um lado para o outro sem conseguir se conter, o vestido branco voava como se fosse feito de pluma, e era, mal sabia ela que aquela sua mania de caminhar deixava sua irmã ainda mais nervosa; e mesmo que soubesse, não poderia evitar. Quando a Lagarta voltou carregando um narguilé roxo, o coração da rainha por pouco não rasgou o peito, Elizabeth apenas desceu no banco de cogumelo que havia improvisado e ficou a esperar de braços cruzados, batendo o pé no chão impacientemente, ainda era quase trinta centímetros mais baixa que a irmã caçula, por isso compensava a altura com uma coroa alta de espinhos negros e plumas vermelhas.

_E então? – A Rainha branca foi a primeira a se pronunciar. Sua voz estava levemente esganiçada e ela apertava as mãos em frente ao corpo numa vã tentativa de se impedir de tremer.

O Oráculo olhou por algum tempo para as duas, seus olhos pequenos e redondos tinham a cor de avelã e refletia a imagem da Rainha Branca e Vermelha lado a lado aguardando pela sua palavra; contudo a Lagarta não tinha a menor pressa, sabia melhor do que ninguém que o tempo sempre agiria no seu momento correto independente de vossas vontades. Tragou mais um pouco do ópio e soltou a fumaça na direção das rainhas, Miranda tossiu enquanto Elizabeth fechava ainda mais a cara abanando a mão para espantar o cheiro.

_Pois bem. – A Lagarta finalmente largou o fumo. – O que tenho para lhes contar diz respeito não só as vossas soberanas, mas a todo Submundo. – Sua voz era grave e lenta, como se viesse de milhares de anos de vidas e experiências anteriores, o que todos sabiam, podia muito bem ser verdade. A Lagarta era o único deles que sempre esteve ali, dotada de uma sabedoria infinita e glorificada, vivia desde o começo de tudo, fosse o que quer que isso representasse. – Uma nova profecia para o Reino Debaixo.

Os joelhos de Miranda fraquejaram e ela caiu no chão, o vestido de plumas se abrindo como um leque, suave e delicado como as asas de um anjo, e trêmula; aquilo era tudo que ela não queria ouvir.

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