Flores e Fúrias

Romance Sobrenatural

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Flores e Fúrias
Prelúdio

São 7h da noite e a chuva é impiedosa na pequena janela. Uma luz azulada e intermitente dos relâmpagos retira parcialmente Renato da penumbra, deixando apenas seu rosto sob os cuidados da escuridão. Seus pensamentos parecem estar sendo sugados por alguma espécie de pequeno buraco negro que o levou a outro universo. Enquanto sua mente desce dolorosamente por este ralo emocional, seus olhos permanecem abertos como os de uma cabeça guilhotinada há poucos segundos, vendo as belezas do mundo dançarem diante de si pela última vez.
Este é um canto escuro da sua jornada; uma dessas esquinas da memória, onde permanece estático, buscando um sentido para tudo que ocorreu nas últimas semanas. Houve resistência, mas os desafios encontrados no caminho foram finalmente aceitos. Uma série de paixões e desventuras, guias e sinais o levaram até aqui, neste recinto inusitado onde se encontra agora, dentro do museu de arte.
Ele tenta encontrar uma resolução esclarecedora, um sentido que explique, de forma racional, tudo que lhe aconteceu até então, e de que maneira deve proceder para voltar a colocar seu mundo nos eixos normais da plenitude e da serenidade. Mas será que, de fato, em algum momento sua vida foi repleta dessas virtudes que ele espera reencontrar? Ou todo o passado não teria sido apenas um delírio de sua alma saudosa de poesia e êxtase? Tudo se assemelha a um enorme quebra-cabeças, com milhares de peças e milhões de encaixes. Lúdico, mas complicado…
Sob os ventos delirantes da escuridão, nossas vidas pertencem repentinamente aos deuses da literatura e do acaso. A  realidade dos fatos passados começa a procurar, num labirinto de muitos níveis, a saída para uma teoria definitiva da existência. O herói sente-se um títere nas entrelinhas de uma história louca.
Algumas horas passam. O silêncio é quebrado apenas por palavras pronunciadas de forma melancólica, como uma oração. Um resto de chuva fina cai sobre a vidraça do banheiro do museu. Clarões acariciam as roupas úmidas de Renato. O vento continua a soprar um prelúdio gótico nas frestas do edifício, e a lembrança voa para lugares que, mesmo em sonhos, jamais poderíamos imaginar...

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