Anty

Suspense-Mistério

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Anty
Capítulo 1

 O ônibus parou na baia aos solavancos. Apressei-me a passar na frente dos outros passageiros e descer. Não iria aguentar mais um instante sequer dentro daquela lata de sardinha. Meus pulmões tentaram se inflar de ar assim que meus pés encostaram no meio-fio. Senti o inconsciente desespero pela falta de ar, mas logo meu cérebro reconheceu a atmosfera de casa. Estávamos no vale, no sopé da montanha, a metros de altitude. Eu havia passado um ano longe dali, em um lugar com o ar bem mais respirável, e estava despreparada para aquela volta. Mas eu tinha que me acostumar logo, já que teria que subir mais uns bons metros na direção do cume da montanha.

Todos que desceram naquela parada já haviam se dispersado. O ônibus partira, deixando-me sozinha sob o abrigo. Aninhei a grande mochila junto ao peito, deixando-a de forma desconfortável para me impedir de me entregar aos meus pensamentos. Ela estava cheia, mas não como era esperado para o ano que passei morando fora. Era minha única bagagem. Tão insignificante quanto minha presença ali.

Sentei-me em um dos banquinhos cor de tijolo e liguei o celular. Havia ainda um pouquinho de bateria, apenas o suficiente para telefonar para casa. Disquei rapidamente os números e esperei. O telefone chamou, chamou, chamou. Enquanto esperava, meus olhos se fixaram desobedientes no topo da montanha. As árvores escuras se moviam ao sabor do vento frio, emolduradas pelo céu cinzento. Desde que me lembrava ele era daquela cor. O som agudo do celular em pouco tempo se tornou a trilha sonora de meus pensamentos. Só voltei para a Terra quando escutei a voz da mulher anunciando que eu podia deixar uma mensagem depois do sinal.

Desliguei rapidamente e tentei telefonar a primeira pessoa da lista que poderia me ajudar com o que eu deveria fazer. O nome Margot apareceu na tela, mas o telefone chamou apenas duas vezes antes de apagar sem bateria. Xinguei-me mentalmente por ter esquecido de colocá-lo para carregar.

Margot havia dito que iria me buscar depois que chegasse do trabalho, mas eu havia pego o primeiro ônibus do dia e cheguei mais cedo do que o esperado e ainda por cima não tive como avisar ninguém. Suspirei, expelindo o ar pela boca e observando o vapor que se formava. Eu teria que gastar meus últimos centavos na passagem do circular, enfrentar mais um ônibus cheio e demorar mais uma meia hora para finalmente colocar os pés em casa.

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