...A Biblioteca do Velho Mundo...

Romance Sobrenatural

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...A Biblioteca do Velho Mundo...
I

Quando a Terra, também chamada de Velho Mundo, foi completamente destruída pela guerra, os Mestres, seres de uma espécie mais evoluída que os humanos, resgataram os sobreviventes, e criaram um novo planeta chamado Paraíso. Aqui não chove, o céu não escurece, e o sol é ameno comparado ao da Terra. As ruas são planas, as construções são milimetricamente planejadas, todos no Paraíso têm onde morar, e um emprego garantido quando chega a hora. O Paraíso é simplesmente perfeito, e além de nos proteger, os Mestres nos fornecem água e comida, e suprem todas as necessidades básicas que um dia foram negligenciadas na Terra.

Em geral, os Mestres são mais altos e magros que os humanos, de pele, cabelos e olhos cinza. Os Mestres se comunicam unicamente por telepatia, e apenas aqueles que têm contato direto com humanos adotam um nome, já que eles não precisam de nomes para se diferenciar uns dos outros. Humanos e Mestres vivem em perfeita harmonia, mas obviamente devemos manter pleno respeito aos Mestres, que possuem banheiros, bebedouros, áreas de descanso e locais de refeição separados dos humanos.

O dia no Paraíso possui apenas doze horas, das quais quatro devem ser destinadas a dormir. Passamos seis dessas horas, ou seja, não menos que metade do dia, na escola, onde somos ensinados e avaliados, e assim somos designados ao cargo em que trabalharemos pelo resto de nossas vidas. Pessoas com maior “Preparo Físico”, em geral, trabalham com as colheitas. “Memória” e “Raciocínio Lógico” fazem um bom professor, sobretudo se tiverem “Empatia”. “Sutileza e Precisão” é a habilidade mais desejável para manutenções, e se forem de grande porte, também é necessário ter bom “Preparo Físico”.

Meu irmão Joseph orgulhou muito meus pais quando conseguiu, em sua seleção, um cargo de patrulheiro, para eliminar do céu as ameaças que possam atingir o Paraíso. Para tanto, ele obteve oitenta e cinco de cem pontos em “Preparo Físico”, noventa e oito em “Raciocínio Lógico”, oitenta e oito em “Sutileza e Precisão”, e oitenta e seis em “Memória”. Sua única pontuação baixa foi em “Empatia”, com catorze pontos. Quanto a mim, desde criança eu sempre fui a pior aluna em tudo. A maioria das profissões exige ao menos setenta pontos em pelo menos uma das habilidades, mas nenhuma das minhas havia chegado ao menos a cinquenta.

Com a destruição da Terra, os calendários foram abolidos, e apenas os Mestres diferenciam um dia do outro. Nenhum humano se dá ao trabalho de contar ou marcar os dias, já que recebemos dos Mestres nossas atividades diárias, e eles sempre nos orientam quanto ao que fazer. Por isso, Os alunos avançam de turma conforme seu progresso individual e não por tempo de estudo. Eu mudei mais de turma do que qualquer outro aluno, sempre ficando para trás. Por mais que eu me esforçasse, nunca conseguia progredir o suficiente. Com avaliações tão ruins, era uma surpresa para mim, conseguir me formar com esta turma.

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