A vida que não era minha

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A vida que não era minha
Capítulo 1

Eu e minha irmã Sarah morávamos com nossos tios há cerca de 2 anos. Os nossos pais foram morar em outro estado por solicitação do trabalho, mas eu e minha irmã não queríamos sair de lá, pois já tínhamos nossos amigos, escola e gostávamos muito dali. Na época eu tinha 15 anos e minha irmã 17. Como a nossa tia, irmã da nossa mãe, não tinha filhos e morava junto com seu marido, que claro se tornou meu tio, em uma casa que tinha um quarto vago, a nossa mãe perguntou se ela poderia nos abrigar. Para nossa felicidade ela aceitou e então ficamos morando lá até hoje. Sempre gostávamos muito de sair com eles. Eles eram aquele tipo de tios jovens, na verdade eles eram realmente jovens, minha tia tinha 34 e meu tio 36. A nossa vida não teve uma mudança muito brusca, foi praticamente a mudança de casa, que era mudanç

Certa noite nós tínhamos uma festa para ir. Era uma sexta feira de noite e a festa a de uns amigos dos meus tios. Quando chegamos percebi uma casa muito bonita. Não era coisa de rico, mas era um café muito bonito por sinal. Na festa nós aproveitamos bastante, e tinham muitas pessoas que não conhecíamos já que o local estava aberto para qualquer um. Ficamos um tempo dançando e conversando. Quando a minha irmã cansou de dançar eu fiquei um tempo a mais na pista e depois fui ao encontro dela, foi então que, ao não prestar atenção, eu esbarrei em uma mulher. Foi tudo bem rápido. Me desculpei imediatamente e a mulher ficou um pouco confusa, disse para eu não me preocupar e foi logo embora, provavelmente ao banheiro. Foi tudo em fração de segundos e a luz do local estava um pouco baixa e não prestei tanta atenção assim em seu rosto. Segu

No dia seguinte todos acordamos tarde, afinal, era um sábado. Nosso dia foi normal como qualquer outro. Todo sábado de noite nossos tios iam ao centro espírita que eles costumavam frequentar e, por nossa vontade, íamos junto. Não fazíamos muitas coisas lá, apenas ajudávamos no que pedissem e ficávamos no nosso cantinho conversando, eu e minha irmã. Eu me sentia bem lá. Nós voltávamos sempre tarde mas a tempo de pegar ônibus, sendo que naquele dia nossos tios precisaram ficar mais tempo e ficamos esperando. No final, decidimos pegar um táxi pelo aplicativo já que era muito tarde e não haviam mais ônibus circulando. Fomos os quatro para a entrada do Centro, peguei meu celular e fui tentando chamar o táxi. Esperamos até conseguir chamar um, primeiro porque meu celular era muito lento e segundo porque estávamos esperando diminuir a sobretaxa qu

Depois de um tempo, nós e aquela mulher, conseguimos solicitar o táxi. Conforme o tempo passava eu sentia que a mulher estava um pouco mais nervosa, um tanto impaciente e só depois de um tempo percebi que ela estava fixando o olhar em mim mais do que o normal. Só percebi depois porque apenas as vezes eu olhava para ela. Não fazia sentido eu olhar o tempo todo. Mas quando eu percebia ela logo desviava o olhar. Só pensei que aquilo era estranho. Nós levantamos e fomos para um pouco mais perto da rua para esperar o carro, já que ele poderia errar o local que estávamos. Lá, faltavam cerca de 15 minutos para ambos os carros chegarem. Decidi que antes que chegasse eu ia ao banheiro. Perguntei baixinho se minha irmã queria ir comigo, mas ela não poderia porque nós tínhamos solicitado o carro com o celular dela já que o meu acabou descarregando. Então ela ia ficar lá observ

O banheiro ficava num lugar um pouco escondido, era um pouco grande, daqueles onde tinha uma única pia, mas uns 5 boxes para usar o banheiro. Só tinha uma única entrada, mas tinha uma porta trancada que eu não podia imaginar o que tinha lá dentro ou onde que ela daria. Entrei em um dos boxes e tranquei a porta. Segundos depois ouvi alguns passos de gente entrando. Não me importava, na verdade achava até bom que não estava sozinha ali. Não ouvi outra porta se fechar, mas ouvi barulho de algo caindo no chão e parecia que tinha sido imediatamente apanhado. Não liguei para isso. Eu acabei demorando um pouco no banheiro porque estava de cinto. Depois daquele barulho eu não ouvi mais nada. Quando sai do box e fui lavar as mãos, senti alguém vindo atrás de mim muito rápido e não tive tempo de me virar. Senti alguém me prendendo com os braços e colocando um pa

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