Corações Marcados

Romance

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Corações Marcados
Capítulo 6

Vítor

Meu pai foi um criminoso. Não há como suavizar o caráter de Adenílson Rezende. De assalto à mão armada a tráfico de drogas, passando por violência doméstica e homicídio, ele cometeu muitos crimes. No entanto, para seu desespero, eu nasci com o senso de integridade exacerbado. A cada crime que ele cometia, eu jurava que quando crescesse estaria sempre do lado da lei.

Esse foi meu crime aos seus olhos.

Ele me odiava. E, para me atingir, atingia a minha mãe. O desgraçado sabia o quanto eu era apegado a ela, o quanto tentava protegê-la. Nunca me esqueci do primeiro soco que presenciei. Tinha sete anos. Minha mãe estava na cozinha fazendo o doce de leite com coco que eu tanto gostava. Sentado à mesa da cozinha, ouvindo-a cantar uma das canções que dissera ter criado especialmente para mim, só percebi meu pai chegando, depois de três dias desaparecido, quando minha mãe deu um grito e derrubou a colher que mexia o doce.

Meu pai me encarou. O sadismo, a crueldade, a psicopatia brilhavam naqueles malditos olhos da cor dos meus. Então ele desferiu um soco na boca de minha mãe, sem desviar o olhar do meu, e disse com um sorriso demoníaco: “É assim que se trata uma mulher, filho do diabo”.

...
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