Corações Marcados

Romance

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Corações Marcados
Capítulo 4


Vítor
Estou acordado desde as quatro horas da manhã. Deitei meia-noite. São quase sete e ainda não consegui pegar no sono novamente. E não poderei continuar tentando dormir porque daqui a pouco devo levantar para me arrumar e ir à reunião na qual será concluída a Operação My Love. Minha insônia está começando a me preocupar. Até o ano passado eu sofria de episódios esporádicos, que ocorriam principalmente quando estava em meio a uma negociação tensa. Agora, entretanto, sou acometido desse mal todos os dias. Durmo cada vez menos. Comentei com Sidney, o fofoqueiro comentou, sem minha permissão, com a esposa psicóloga, que disse existir a possibilidade de, além do excesso de trabalho, eu estar com alguma questão interna mal resolvida.
A questão é: tirando o lado profissional, o que está bem resolvido dentro de mim? Sou honesto o suficiente para saber da minha mania filha da puta de jogar tudo para baixo do tapete mental, criado especialmente para esconder o que não consigo organizar ou temo organizar. Acrescente a isso minha obsessão por controlar minhas emoções, me culpar quando elas saem de controle e ficar a ponto de enlouquecer toda vez que penso que poderia ter dado o melhor de mim numa situação e não dei. 
E como tudo isso tem me cansado...
Mas não durmo.
Jogo o lençol para longe. Sento-me na cama, passando a mão pela barba que mantenho cerrada. Ando desanimado até para tirá-la. 
É, Vitão, como diria o Bruno, encare os fatos: você está precisando de férias!
Fico de pé, espreguiço-me, caminho até o banheiro, tiro minha cueca boxer e entro embaixo do chuveiro. Gostaria de ter certeza de que é disso mesmo que preciso. Trabalho quase 24 horas por dia faz, no mínimo, cinco anos. Não me lembro da última vez em que viajei a algum lugar por lazer. Já fui do Japão aos Estados Unidos... sempre a trabalho, por demanda do escritório. Envergonho-me ao dizer que não conheço um único ponto turístico dos lugares que visitei. Sempre estive metido numa reunião atrás da outra. Ou pior: fiz vários “bate e volta” de menos de dois dias. 
No entanto, não posso afirmar que todo meu estresse emocional se resolveria com umas férias no Nordeste ou no Caribe. O buraco é mais embaixo. Sei disso. A cratera começou na minha infância e nunca se fechou. Só está escondida em algum lugar, aprofundando-se contra a minha vontade. E o telefonema da Joana, antes de ontem, só conseguiu fazer com que eu acessasse novamente essas profundezas.
Preciso ligar para uma pessoa. Não posso mais fugir disso. Não está certo. Sei que ela vai acalmar essa avalanche de sentimentos com a qual nunca soube lidar. Ela sempre acalma.
Só minha mãe sabe o que escondo e por quê. Só ela compreende o homem por trás do advogado duro que me tornei. E é sempre ela que me enxerga melhor do que sou. Ainda que eu não tenha sido um bom filho nos últimos sete anos. 
Pego a toalha, seco os cabelos e o corpo com gestos ágeis. Coloco na mesma rapidez o terno e a gravata, após ter escovado os dentes. Ando rápido até a mesinha ao lado da minha cama e alcanço meu celular. Seria uma loucura ligar para uma mãe a essa hora se não soubesse que a minha acorda antes do galo cantar. 
O telefone chama apenas duas vezes e ouço um “alô” num timbre frágil. Sento-me na cama. Mesmo para um cara de 1,88 m é difícil controlar a força das pernas ao ouvir a voz da mãe que não vê há tantos anos e com quem fala tão pouco pelo telefone.
— Bom dia, mãe. É o Vítor – falo, fechando os olhos. Assim como acontece com a Joana, nunca é fácil conversar com minha mãe. Mas as razões são diferentes.
— Oh, meu filho, o que aconteceu? Por que está me ligando tão cedo?
— Eu acordei a senhora? – Abro os olhos.
— Claro que não, querido. Saí da cama não eram nem seis da manhã. Resolvi fazer pamonha. Quis começar cedo. Você gostava tanto da minha pamonha, lembra-se?
Torno a fechar os olhos, enquanto balanço afirmativamente a cabeça, mesmo se ela não pode ver. Por sorte, também não pode ver as lágrimas molhando meus cílios.
— Lembro sim, mãe. A senhora faz a melhor pamonha do mundo todo. Nunca comi pamonha tão gostosa quanto a sua. – Escuto sua risada doce, parecida com a de outra mulher que foi tão especial quanto ela para mim. O som da risada de Elena era o ápice do meu dia quando nos encontrávamos. 
— Você ainda está aí, Vítor? – pergunta após meu longo silêncio.
— Continuo aqui, mãe – respondo, aprumando os ombros. — Estou ligando porque falei com a Joana antes de ontem e ela me disse que a senhora não estava muito bem do diabetes. Como está se sentindo?
—A Joana é exagerada, você conhece a sua irmã. Eu estou ótima. Tive um pico de glicemia na semana passada, mas já passou. Quero saber é de você? Tem se alimentado bem? Não tem trabalhado demais, não né? E está dormindo direitinho, pelo menos sete horas por noite?
Sorrio.
— Estou bem, mãe. Estou comendo como um leão. Sou esfomeado, a senhora sabe. – Rimos juntos. — Mas tenho dormido bem pouco. Ando com uma insônia chata – confesso. 
— Oh, pobrezinho! Quando era pequeno dormia tão bem. Era um bebê muito calminho. O total oposto da sua irmã. Senhor amado, como Joana me deu trabalho... me dá trabalho até hoje, isso sim!
— O que minha irmã aprontou dessa vez? – pergunto sério.
— O de sempre... – Ela suspira. – Arrumou uma briga danada com o novo marido e veio de mala e cuia aqui para casa. Depois brigou comigo porque eu fui chamar atenção dela e carregou tudo de volta para o apartamento onde está morando com o moço. Sua irmã é uma dor de cabeça eterna.
— O problema da Joana é se meter num relacionamento atrás do outro sem conhecer direito o cara. Depois tenta jogar os problemas que arrumou nas nossas costas. É por isso que prefiro ficar sozinho. Não quero saber de me casar nunca!
— Não fale assim, querido. As experiências da sua irmã não têm que ser as suas... nem as minhas – ela sussurra a última parte. Engulo com dificuldade. – Você vai encontrar uma moça boa que te ame muito porque você é um rapaz de ouro. Tão batalhador e generoso. Aliás, a Célia pediu para te agradecer de novo.  Disse que a loja dela voltou a funcionar graças à sua ajuda com a documentação atrasada. Ela ainda está emocionada por você não ter cobrado nada! Mas... o que eu estava falando mesmo? Ah, sim, tenho certeza que vai encontrar uma mulher especial. Queria mesmo que você reencontrasse a Eleninha. Ela foi o grande amor da sua vida. Deus há de colocá-la no seu caminho de novo. O que Deus une o homem não pode separar. Você nunca deveria ter terminado o namoro com ela, Vítor. Vocês se amavam de verdade.
—Elena ficou no meu passado, mãe. — Massageio meu peito. Que aperto horrível é esse? — Eu estraguei tudo com ela. Não tem volta. A morte do Renato, na verdade, estragou tudo.
— Meu filho, até quando você vai se culpar por...
— Eu preciso desligar, desculpe – corto-a. — Tenho uma reunião importante daqui a pouco... mas... no Carnaval vou a São Paulo para te visitar – as palavras saem, de repente, surpreendendo-me. Não sei se foram causadas por minha ânsia de mudar de assunto ou porque realmente a necessidade de ver dona Marlene está assustadoramente grande.
— Você vem mesmo, filho? – Seu tom esperançoso me faz ter certeza de que está na hora de parar de fugir... antes que seja tarde demais.
— Me aguarde no sábado de Carnaval... É possível que eu chegue até na sexta-feira.
— Oh, querido, receber sua visita depois de tantos anos será o momento mais feliz da minha vida! Vou fazer pamonha, doce de leite, carne de panela, batata frita... tudo que você gosta.
— Assim a senhora vai me engordar como um porco e não vou conseguir manter meu padrão de treino na academia.
— Você ainda está aprendendo aquelas lutas violentas? Isso me deixa agonizada, Vítor!
Dou uma gargalhada inesperada.
— É o que mantém o meu estresse sob controle, mãe. 
— Hunf... desculpa esfarrapada! – bufa, e eu rio novamente. Até a doçura de Marlene Vasconcelos tem seu limite. 
— Tenho que desligar mesmo, mãe. Ligo para a senhora mais uma vez antes do Carnaval. Se cuida e nada de abusar da pamonha, hein? 
— Vou tentar...
—Mãe! – repreendo-a, mas recebo apenas uma risada cristalina de volta.
—Estou brincando, filho. Estou me cuidando direitinho. Vá lá, na sua reunião. Não quero te atrasar. Um beijo e... Vítor... apesar de tudo pelo que passei com o seu pai, eu ainda acredito no amor. Acredite você também. Tchau.
Desliga antes que eu possa responder. De qualquer modo, não saberia o que dizer. Falar que eu acreditei no amor e amei profundamente, até meu coração sangrar e se tornar vazio, não parece uma boa resposta. E nem me sinto confortável em dá-la. Seria despir-me a ponto de não me reconhecer mais. 
É, Vítor, o negócio está feio pro seu lado. Basta falar com a mamãe para se tornar um sentimental do cacete...
Enfio o celular dentro da pasta onde o contrato de venda está devidamente revisado. Tomo meu suplemento, pego as chaves do carro e saio do apartamento. Mas tenho a infelicidade de encontrar a vizinha do 102 – a divorciada, 35 anos, sem filhos (foi como ela se apresentou, antes mesmo de dizer seu nome, quando se mudou para cá há um mês).
—Que visão do paraíso para se ter logo de manhã – ela diz, com as mãos na cintura, enquanto me olha como se eu fosse um pedaço de carne em exposição no Mercado Municipal.
Começa a se abanar. Reviro os olhos. É pedir demais outra reação de mim. 
—Bom dia, Lorena. – Começo a andar em direção ao elevador, mas a pegajosa entra na minha frente. —Me dê licença, estou com pressa.
— Não tanta pressa que não tenha tempo para um beijo de bom dia. – Ela puxa meu pescoço, encosta nossas bocas, sua língua parte em busca da minha e sua mão desce por minha virilha.
Ânsia de vomito é a única coisa que sinto. Embora Sidney e Alcides tenham razão sobre eu não aprofundar relacionamento com as mulheres e não ter a consciência pesada por fazer sexo sem compromisso (desde que ambas as partes estejam acordadas quanto a isso), não saio enfiando meu pau em qualquer boceta por não conseguir mantê-lo dentro das calças. Não trato uma mulher como um objeto. E não desejo ser tratado assim.
Empurro Lorena. Limpo minha boca.
—Nunca mais me ataque desse jeito. Não sou o seu brinquedo sexual, Lorena. – Estou tão sério que até eu me assusto comigo mesmo. 
Pelo menos, surtiu efeito. A louca do 102 dá um passo para trás, constrangida. Entro no elevador desejando ardentemente que Lorena tenha aprendido a lição e não cruze mais o meu caminho. Eu deveria ter previsto que daria essa merda quando ela tocou no meu apartamento no último sábado com o robe entreaberto, exibindo uma camisola (transparente, detalhe importante), e disse que estava ali com a intenção de me convidar para tomar vinho no apartamento dela. Levei três segundos para recusar. Mas fui cavalheiro o suficiente para não bater a porta em sua cara como ela fez comigo os mesmos três segundos depois.
Expiro todo o ar de uma vez ao desativar o alarme do meu carro e me sentar em frente à direção. A melhor coisa que eu faço é deixar aquela louca para lá. Vou precisar de toda a minha concentração para conduzir a reunião com o pessoal da WSA Soluções Tecnológicas – empresa que está adquirindo uma cota considerável de ações daquela que estou representando. 
Saio do meu prédio e constato que o trânsito está ótimo. Está aí uma coisa com a qual ainda não me acostumei em Curitiba. Embora existam horas de caos no trânsito curitibano – como em ocasiões de muita chuva –, ele nem de longe se assemelha com o de São Paulo. E esse é um dos motivos por eu ter adotado essa cidade e me encantado por ela. Também gosto muito do fato de ser tão arborizada – são 33 parques ao todo pela cidade –, limpa, lugar de povo educado e consciencioso de seus direitos e deveres. É claro que tem suas mazelas, como qualquer cidade grande: violência, desemprego, deficiência em áreas de saúde e educação. Mas é mínimo perto de uma megametrópole como São Paulo. E tem também a questão do clima: Curitiba é considerada a capital mais fria do Brasil. Isso, entretanto, não me incomoda, pois prefiro tempo nublado e ameno a sol escaldante e suor excessivo.
Passo em frente do restaurante Madalosso, localizado na mesma avenida em que moro e  visto como ponto turístico na capital paranaense por sua tradição e tamanho gigantesco (possui cinco mil lugares). O prédio ao qual estou me dirigindo fica a 6 km daqui. O percurso será rápido e só agora me dei conta de que chegarei cedo demais. Eu e essa minha mania de pontualidade exagerada...
“Esse piá é um sistemático e perfeccionista chato, mas está fazendo o escritório crescer, então vamos aturá-lo mais um pouco” – disse Alcides, rindo, para Sidney outro dia depois que eu os fiz organizar a bagunça de suas mesas, porque desconfio que tinha jornal até o século passado no meio da papelada.
Sou sistemático, perfeccionista e pontual porque meu signo do zodíaco é Virgem. Foi isso que me disse a recepcionista do escritório, a Cléo, tentando me convencer a fazer meu mapa astral. Recusei educadamente. Também declinei a oferta para fazer minha Numerologia Natal. Sei de todos meus defeitos – chato, rabugento, pavio curto... e também os enumerados por Joana quando me telefona. Não vou gastar meu dinheiro suado num pedaço de papel que não acrescentará nenhuma informação nova da minha personalidade. 
Chego ao estacionamento ao lado do prédio onde acontecerá a reunião com antecedência de quase meia hora. Perfeito! Terei que ficar no saguão aguardando a chegada dos principais interessados na transação. 
Assim que saio do carro, sinto uma fisgada forte no peito. Então uma sensação de déjà vu ronda meu cérebro. É como se estivesse passando por uma situação muito familiar... ou estivesse prestes a passar. Corro a mão pelos cabelos, tirando uma mecha que teima em cair sobre meus cílios. Gosto de manter o corte moderno, com um topete. Só que deveria ter passado o spray para fixá-lo no lugar. Fiquei tão abalado com a conversa que tive com minha mãe que me esqueci. 
Dou poucos passos e o aperto no meio do meu tórax volta. Não quero acreditar que estou num nível de estresse alto a ponto de me causar um infarto. Além disso, me exercito todos os dias. E imagino que ataque do coração não cause vontade de chorar como estou sentindo neste momento. 
Fecho os olhos. 
O que está acontecendo, cara?
Parece que não foi uma boa ideia ligar para dona Marlene antes da reunião. O que custava o bebezão esperar mais três, quatro horas para falar com a mamãe?!
Outro passo. Os sintomas aumentam. Olho para o céu. Está nublado. Nenhuma novidade em Curitiba. Mas... está diferente. Tenho a impressão de que o sol está tentando aparecer a todo custo. Subitamente, lembro-me de que era assim que estava o tempo quando conheci Elena. 
Caía uma garoa fina na zona sul de São Paulo quando cheguei à estação Morumbi da CPTM. O sol tentava ultrapassar as nuvens, porém. Assim que me aproximei da plataforma, onde dezenas de pessoas esperavam o trem, avistei a garota de longos cabelos escuros, pele cor de jambo e alguns centímetros mais baixa do que eu, abraçada a um caderno. Minha boca ficou seca e minha pulsação disparou. Senti uma descarga de adrenalina tão poderosa que era como se eu estivesse no calor de uma luta no tatame ou negociando cláusulas de um contrato.
Quando seus olhos encontraram os meus, tive que morder o lábio inferior para não soltar um gemido. Ela era linda. Perfeita. Tinha uma beleza exótica: lábios carnudos, rosto delicado e grandes olhos verdes que me atraíam como feitiço, impossível de resistir.
Certo pavor atacou a boca do meu estômago, pois eu não sou homem de me cativar por mulheres à primeira vista. Nunca saí "pegando" uma ou outra apenas porque são atraentes. Sempre respeitei uma espécie de "contrato" prévio para estabelecer uma relação com uma mulher. Deveríamos antes delimitar avanços e limites para que eu me envolvesse.
No entanto, lá estava eu querendo aquela garota. Todo meu corpo gritava por ela. E eu a teria. Essa certeza crescia a cada segundo que nos olhávamos. 
E eu a tive por um ano e onze meses... somente. 
Uma lágrima escorre por meu rosto, assustando-me. Seco no mesmo segundo. Obrigo todos os pensamentos relacionados a Elena a permanecerem no canto obscuro da minha mente – de onde jamais deveriam sair. Respiro devagar. Conforme o ar entra e sai harmoniosamente, os sintomas bizarros vão cessando. Ando determinado até o saguão do prédio. 
Apenas meu pé direito ultrapassou a porta automática quando a voz angelical, que não apenas provoca o retorno de todos os sintomas, mas os multiplica, chega aos meus ouvidos vinda da recepção à minha frente: 
— Bom dia. Tenho uma reunião no décimo andar. Estou um pouco adiantada, mas será que já poderia subir?
— Qual é o seu nome, moça?
— Elena – falo, numa mistura de uivo, gemido, dor, saudade, respondendo à recepcionista... dirigindo-me à minha moreninha.
Ela não é mais sua moreninha, Vítor.
Massageio o peito ao mesmo tempo que Elena fica de frente para mim, a pouquíssimos passos. Ela entreabre os lábios. Tão pecaminosos e irresistíveis como sempre foram. Seus olhos lindos, fontes de tantas noites insones que passei pensando neles, arregalam-se. Ela começa a tremer. A pasta que carrega cai de suas mãos. Eu me dou conta de que esqueci a minha no carro. Mas é o último pensamento que tenho antes de perceber que Elena não está respirando direito e seus olhos estão se fechando.
Só tenho tempo de avançar, agarrar sua cintura, e ela desmaia em meus braços. 
Depois de sete longos anos, minha paixão está pressionada novamente contra o meu peito, trazendo meu coração de volta à vida.  

 

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