Rom Sobrenatural
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Capítulo

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Capitulo dedicado à: “O trabalho é a praga das classes bebedoras”. Oscar Wilde


UM DIA ESTRANHO E INCOMUM.

Depois de uma noite agitada até às três da manhã de muitas vendas, cliques, comentários e entrevistas pela internet, o escritor Carlos Álvares acorda às dez da manhã, com os raios de sol batendo em sua perna, devido a uma brecha na cortina da janela de seu apartamento. Ele vira para um lado, vira para o outro e só depois de uns vinte minutos decidindo se vai ou não sair da cama, ele pula da mesma e vai até o banheiro.

Lá ele olha-se no espelho. As olheiras permanecem apesar da expressão de felicidade, pois conseguiu vender em uma única noite, mais de duzentos exemplares do seu primeiro livro de poesias. E estava apenas no terceiro mês depois de lançado. Ele então pega a escova de cabelos da esposa e penteia-se jogando o cabelo pra trás. Depois pega a escova de dente, economicamente pousa uma gota de pasta dental na mesma, faz sua profilaxia dentária e vai preparar o café/almoço, por causa do horário que já não permite que se faça a distinção de um ou de outro.

Na cozinha ele lê o bilhete deixado pela esposa: “saí com as crianças. Fomos para o shopping aproveitar um pouco do sucesso das suas vendas. Voltamos no final do dia, pois de lá vou levar os meninos para verem mamãe. Não esqueça que hoje você tem consulta marcada no dentista”. “Mercenária” pensou Álvares, “Não sei onde estava com a cabeça de colocar as vendas dos livros na conta dela”. Bom, isso para ele pouco importava, pois apesar das reclamações era uma conta conjunta. Então ele também tinha acesso a hora em que bem entendesse.

Feito o café/almoço (duas metades de uma bisnaga recheadas com queijo presunto, salada e molho e uma xícara grande de café preto, sem açúcar), ele degusta cada pedaço assistindo a televisão. “Nunca vi tanta merda reunida em uma programação televisiva. Já se foi o tempo em que a gente encontrava vida inteligente na programação. Agora só existe a merda, só vangloriam a merda, só endeusam a merda”, pensava em voz alta. Terminada a refeição, ele deu um daqueles arrotos altos, aproveitando que a mulher não estava em casa para repreendê-lo. Depois do arroto, virou de lado e peidou na mesma altura. Gostava quando estava sozinho em casa, pois podia deixar de ser educado e ser ele mesmo, como gostava de ser.

Ficou moscando no sofá até umas duas da tarde, pois vida de escritor era assim mesmo. Estava de férias do trabalho e curtindo as boas vendas de seu livro. Depois de descansado do almoço, entrou no banheiro e foi tomar um banho demorado. Demorado, para ele, era entre meia hora e quarenta minutos. Ele dá uma cagada para sentir o corpo, a mente e a alma mais leves, entra no chuveiro e esfria o corpo sem ligar o aquecedor. Cresceu tomando banho frio e nunca conseguiu se acostumar com o chuveiro elétrico que sua esposa tanto insistiu que ele instalasse. Bateu uma punheta pensando na vizinha que ele sempre via com poucas roupas da janela do seu banheiro, mas que nem a esposa e nem as visitas conseguiam ver. Era como se ela estivesse ali para ele: uma morena de corpo escultural, que morava em outro prédio, cuja janela dava na direção da janela do banheiro dele. Ela era do tipo exibida, pois sempre a

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