Rom Sobrenatural
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Capítulo

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Capitulo dedicado à: “Deus os abençoou e lhes disse: ‘sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra’”. Gên. 01, 28.


SOBREVEIO A TARDE, DEPOIS A MANHÃ: O SEXTO DIA.

Era uma manhã ensolarada de junho de 2005, e o bairro São José acordava aos poucos. Ao longe se ouviam apenas pessoas fazendo suas caminhadas matinais e alguns ônibus podiam ser ouvidos, devido aos seus pesados motores, que indicavam serem veículos de segunda mão. A paróquia São José também já anunciava estar acordada, com as ladainhas das senhoras do Apostolado da Oração, sempre na ponta da língua. Na rua do fundo da Igreja, o sol chega sorrateiramente e vai aos poucos aquecendo as residências, adentrando como pode em cada uma delas.

Luz acorda com o sol batendo em sua janela e iluminando todo o seu quarto. Ela se espreguiça, mas ainda continua deitada em sua cama de casal. Em seu anelar direito, o anel de compromisso que recebeu de Yan. E a cada dia que ele continua em seu dedo, menos ela acredita que fora pedida em casamento. Sua mãe chama por ela, avisando que o café já está na mesa. Luz avisa que já está descendo. Ela vai até o banheiro (esqueci-me de falar: o quarto dela no primeiro andar da casa é uma suíte), toma um banho rápido, dá uma ajeitada no cabelo, escova os dentes, troca de roupa e desce para a cozinha. Ela come uma ameixa como desjejum e senta-se à mesa com seus pais para o café. Sua mãe preparou o que ela mais gosta: fatias de pão integral, cada uma com uma fatia de queijo e presunto em cima, rodelas de tomate e um pouco de orégano, assados no forno

Assim que a mãe de Luz colocou as torradas em cima da mesa, ela nem pensou duas vezes e já foi logo atacando. Mal engoliu o primeiro pedaço, uma sensação de náusea tomou conta do corpo da jovem. Ela ainda tentou engolir outro pedaço, mas o primeiro que desceu até o seu estômago subia de volta, empurrado com força, como um vulcão em erupção. Luz, não tendo mais como segurar a vontade, correu para o banheiro que fica perto da cozinha, se ajoelha com o rosto quase enfiado no vaso sanitário e começa a vomitar durante alguns segundos, que mais pareciam horas.

Assim que levanta a cabeça, dá descarga no vômito, sai do banheiro e volta para a mesa, ela percebe que tudo ao seu redor estava diferente, principalmente o cheiro do café da manhã que estava posto. Tudo o que gostava de comer, estava enjoativo para ela. E ela estava estranhando aquela situação, pois adorava pão integral com queijo, presunto, tomate e orégano, assado no forno. Ela então bebeu alguns goles de suco de laranja e subiu de volta para a cama, onde se deitou e ficou pensando se não estava doente ou algo parecido. Sua mente vagou por alguns minutos, procurando uma resposta para essa nova situação. Foi aí que, o pensamento dela chegou até a última vez que estava com Yan, e ela se lembrou de que estava desde o final do ano passado sem tomar o anticoncepcional injetável.

Aquele pensamento soou como um alerta em sua mente: “será que estou grávida?”, pensava ela, saindo rapidamente da cama e de casa, sem falar com os pais, foi direto para o Hospital São Lucas, se informar onde ela poderia fazer o exame beta, para saber se estava realmente grávida. Logo que consegue se encaixar na lista de espera, que naquele dia tinha cinco outras mulheres para fazer o exame, Luz pega o celular e fica relendo as mensagens de texto que ela havia recebido de Yan durante esses dias, e as decisões que tomaram desde o dia em que aceitou se casar com ele: Iam se casar na Paróquia São José, se mudar para o apartamento dela, que fica no bairro 13 de Julho e redecorar o apartamento.

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