Capítulo

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UMA ALMA PARA ZOZO

Era uma noite de lua-nova aqui em Nova Orleans. Tudo parecia estar mais obscuro do que o normal, principalmente pela falta da mesma, que dava um tom bastante sombrio à cidade. Pedi licença aos seres das trevas para começar mais um jogo Ouija, pois algo em mim me dizia que certamente iria aceitar mais um pacto com Satã, depois de pegar meu grande amor com meu melhor amigo.
O selamento do pacto seria depois da meia-noite, na Lafayette Square. Na hora marcada, Zozo estava no parque. Percebi que era ele, pelo enorme vulto negro próximo a um dos bancos. Apressei o passo, sentei no banco e, disfarçadamente, com o meu mini tabuleiro ouija nas mãos, perguntei: “como será esse pacto?”. Calmamente, Zozo vai fazendo a seta do tabuleiro se mexer e, letra por letra, diz que ele será bem simples: eu terei 20 anos de boa saúde, felicidade, dinheiro e um novo emprego. Depois disso, Sa

Disse a Zozo que não me importava com a questão das almas, pois eu só queria saber era quando eu ia ter aquela vagabunda ruiva em meus braços, novamente. Ele disse que assim que selar o pacto, pois tenho que selá-lo com o sangue da minha noiva. Ele disse também que eu tenho que matá-la com requintes de crueldade e beber-lhe o sangue. “Sim, tudo bem”, foi o que falei. Então ele pediu que eu esticasse o meu braço, pois precisava rasgá-lo para levar algumas gotas do meu sangue para Satã, como prova de que o pacto estava feito.

Fiquei em silêncio enquanto via meu braço sendo rasgado pelas garras de Zozo e, a dor que sentia me dava, além de prazer, um ar de dever cumprido. Depois disso, ele mandou que eu fosse na casa da minha noiva traidora, que ela estava me esperando para ser minha novamente. Mas antes de sair da Lafayette Square, Zozo disse que meu amigo estava morto no terreno que fica nos fundos da faculdade. Pois foi fácil fazer o coração dele parar de bater: além dele estar em desobediência com Deus, Zozo incorporou em mim enquanto eu adormecia e usou meu corpo para matar meu amigo, envenenando-o com cianureto, depois arrancando-lhe os olhos e o coração, largando o corpo sem vida lá e indo por dentro da mata dos fundos da faculdade até chegar na estrada mais próxima e voltar para minha casa.

Eu não me incomodei mais com esse pequeno problema, que era a questão do amante da minha quase ex-namorada e parti para a casa de minha amada, confiante no pacto que fiz. Caminhei por quase quarenta minutos a pé e cheguei na porta da casa dela, dei uma limpada na terra que estava nas minhas calças e nas minhas botas, passei um lenço no rosto, borrifei um pouco de perfume e toquei a campainha.

Assim que minha quase ex-namorada abriu a porta, eu a agarrei com bastante desejo e dei um beijo demorado e quente de língua, que foi retribuído com mais tesão ainda. Eu sabia que aquele comportamento amoroso demais dela, era por causa da traição, que já vinha acontecendo a certo tempo. Ela me puxou para dentro e ficamos no corredor da casa dela, pelo menos uns cinco minutos, com as línguas entrelaçadas e com fogo tórrido do amor em contato.

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