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Capítulo 63

E ali podíamos dar vazão à nossa paixão e desespero. Chuva torrencial caiu sobre nós, mas não importava. O clima era o reflexo do meu humor e Ciaran sentia o que eu sentia, naquele momento nós éramos o centro da tempestade. O trovão ensurdecedor, o relâmpago que iluminava o céu inteiro, a chuva que caía, o vento que varria a terra com força. Tudo aquilo era apenas o reflexo do turbilhão dentro de nós dois.

As mãos de Ciaran caminharam por toda a parte do meu corpo com força, era assim que eu queria. Ele rasgou a minha roupa, eu havia tirado apenas a jaqueta que usava para que minhas asas ficassem livres. Não pude devolver o favor, porque as roupas dele havia sido descartadas quando ele se transformou para sairmos da fazenda, mas não tinha problema, pelo contrário, era um trabalho a menos.

Ciaran segurou meu cabelo com tanta força, que chegou a doer, sua língua invadiu minha boca e eu pulei prendendo as minhas pernas ao redor dele. Uma das minhas mão puxava o cabelo dele e a outra o agarrava e arranhava. Nossos lábios e dentes travavam uma luta com qualquer superfície de pele que encontravam em seus caminhos desgovernados. Senti minhas costas esbarrarem em algo duro e olhei rapidamente para o obstáculo, era uma das estacas da cerca. Escorreguei para o chão, me virei de costas e segurei na estaca enquanto meu companheiro me penetrava por trás.

Senti-lo dentro de mim daquela forma causou um turbilhão maior ainda e a tempestade nos acompanhou. A cada arremetida de Ciaran, a chuva ficava mais forte, tão forte que era impossível enxergar muito adiante, o chão arenoso das plantações já se inundava e a lama começava a transbordar para fora dos limites das cercas, tomando a estrada asfaltada.

Nós dois só conseguíamos aumentar aquele ritmo insano e emitir gemidos altos e desconexos. A mão que estava aferrada ao meu cabelo, desceu para o meu clitóris e iniciou uma massagem ali. Ele não foi cuidadoso, como geralmente era, e eu não queria que ele fosse. Desejava e precisava daquela brusquidão, estávamos extrapolando ali o nosso medo, frustração e ódio pelo que foi feito a nós dois e pelo que nos vimos obrigados a fazer. Nós dois precisávamos daquele escape.

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