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Novo Capítulo 03

TABATA

Eu e minha mãe passamos a noite em claro aquele dia, com medo de ele voltar. Mas nada aconteceu a porta não foi arrombada nem foi feito escândalo no portão, ele simplesmente não voltou mais, são dois dias já sem notícias, e não me arrependo de ter enfiado a faca nele, pelo contrário eu ficaria feliz pra porra se ele tiver morrido deveria ter feito isso antes, caralho, como é bom. Mas lá no fundo eu penso nele, será que morreu mesmo? Será que ele sofreu? Onde ele tá? Com quem? Em que situação? Sabe quando tudo o que você quer é se livrar da pessoa mas aí quando isso acontece cê fica paranoica pensando em tudo o que aconteceu. Se ele morreu mesmo sou uma assassina, eu posso ser presa por isso. E se ele está vivo posso ser morta pelo o que fiz. Porque mais cedo ou mais tarde ele voltará, disso eu sei. Aquele homem é vingati

Hoje é a tal noite da festinha da Nathi, já havia desistido de ir jamais deixaria minha mãe sozinha mas ela arrumou um bico pra cuidar de senhora no hospital então passará a noite fora e pra não ficar sozinha irei com a Débora na festa e volto ao amanhecer pra garantir que aquele maluco não voltará nem fará nada com minha rainha. Como hoje é sábado foi fácil com o Tiririca deixasse a Debi sair, tem baile aqui na favela e vem donos de várias comunidades e mulheres também. No final de semana sempre é um alívio pra ela.

Olho no celular confirmando o horário, são 20:00hrs e nada da Débora chegar, sempre atrasada essa criatura, depois de esperar um século minha adorável amiga chega e só aí podemos ir para o meu quarto nos arrumar, mainha saiu a tempo já, fui com ela até o ponto do busão e fiquei cuidando até o quanto meus olhos podiam ver o veículo. Deu um aperto no peito, quase que corri atrás e arranquei minha mãe de lá só pra poder ficar grudada com ela a noite toda.

Eu coloco um uma calça jeans preta, e um cropped vermelho mais um Vans preto e a Débora um short cintura alta preto e uma cropped branco e um Nike branco.
Fizemos uma make básica, deixamos atenção nos olhos e nada brincos grandões ou boca bem marcada, deixamos nossos cabelos soltos. Pegamos os celulares, e saímos, tranquei bem a porta e dali partimos pro ponto do busão, enquanto caminhávamos era possível notar o som alto vindo da quadra e os inúmeros carros chiques que subiam pra lá a favela tava agitada com toda noite de sábado. De longe avisto dona Sônia e dona Carmem que conversavam no portão, comprimentei com a mão e sorri alegre.

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