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A MISSÃO DE LYKOS

Era o décimo quarto dia do quinto mês do octogentésimo nonagésimo nono ano depois de Cristo e eu, Ibraim Saqqaf, estava entre os exilados sentenciados ao degolamento no centro de Hamadã, apenas para o deleite sádico dos extremistas que, por razões religiosas, não aceitavam que muitos dos seus fossem convertidos ao cristianismo. Enquanto eu estava esperando o dia em que chegaria a minha hora de receber o pagamento físico da minha conversão no meio das praças da cidade.

Em uma noite sem nuvens, comecei a ouvir as vozes de Deus, para que eu revelasse essa verdade que veio e que vem ao escriba Hari Lykos, cujos pergaminhos sobre toda a perseguição sofrida pelos cristãos ele escrevia em segredo, para não ser também vítima do mesmo destino cruel que me tinham sentenciado. Lykos, que sentiu a mão de Deus tocar na sua, para que escrevesse sem medo, começou a anotar tudo o que de meus lábios eram pronunciados.

E aconteceu no nongentésimo ano, no nono mês, no nono dia do mês, que estando eu Hari Lykos, no meio dos escribas do rei Ahamd I, vi um clarão nos céus da prisão onde estavam os traidores de Alá que se diziam convertidos ao cristianismo. Vi os céus se abrirem, e eu tive visões da luz de Deus, descendo até um dos presos de nome Ibraim.

Avisei sobre a luz aos demais escribas e todos disseram que eu estava louco de tanto escrever sobre o rei. Curiosos, corri para a prisão onde estavam os prisioneiros que traíram Alá e me deparei com o cego Ibraim, falando em línguas estranhas. De um modo estranho, assim que me aproximei e mesmo sem me enxergar, ele sabia que eu estava lá, pois seu rosto estava voltado para a minha direção.

Então assim que me aproximei, o cego Ibraim tocou minha mão esquerda e senti uma força poderosa por todo o meu corpo. Disse Ibraim:

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