Suspense-Mistério
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Capítulo

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Prólogo

       Um grito de agonia irrompeu a noite naquele sábado chuvoso. Todos os prédios do campus da ECP-RS estavam mergulhados na escuridão, exceto quando os relâmpagos apareciam no céu, iluminando os interiores dos blocos, revelando os esconderijos daqueles que zelavam por suas vidas. Um forte estrondo anunciou que uma das portas de vidro da escola havia sido estourada e por ela saiu uma garota, escorregando sobre os cacos de vidro e tropeçando na cadeira que ela mesma tinha usado para fugir.

         Caiu de joelhos em frente ao prédio de enfermagem e a lama respingou pelo seu corpo. A jovem, com os cabelos negros grudando no rosto por causa de uma mistura de água da chuva e sangue, olhou para frente, procurando por um novo abrigo, que fosse mais seguro, mas se esconder em outra construção não era sinônimo de segurança, ela poderia acabar encurralada outra vez.

         E então, decidiu correr, traçou um trajeto em sua mente: ir pela rua principal de entrada da escola a deixaria muito exposta, então correria em direção aos estábulos, passaria pelo milharal, cruzaria a floresta de eucaliptos e por fim, chegaria na rodovia principal. Respirou fundo e se pôs a correr. Não olhou para trás uma vez sequer, não queria saber se estava sendo perseguida, ou se seria alcançada, queria apenas buscar ajuda o mais rápido possível. Em momento algum deixou de pensar em sua irmã gêmea, "será que ela conseguirá escapar?" desejava que sim, sabia que era arriscado deixa-la para trás, mas se as duas estivessem correndo agora, seriam um alvo ainda mais fácil.

          Parou em frente ao estabulo, as porteiras estavam fechadas e os cavalos relinchavam lá dentro, pulou o cercado de madeira para poder dar a volta no lugar e entrar por uma janela nos fundos, decidida a soltar os animais, na tentativa de conseguir mais tempo e despistar seu perseguidor. Abriu cada uma das trincheiras e então a porteira principal, tocando os animais na direção pela qual ela tinha chegado ali, primeiro eles correriam juntos, mas logo se dispersariam pelo terreno do campus. Tirou a jaqueta jeans que estava vestindo, porque a mesma pesava devido ao fato de estar molhada e a jogou atrás de um fardo de feno, prendeu os cardaços de seus coturnos com maior precisão e rasgou uma tira de sua camiseta branca para que pudesse amarrar seus cabelos.

           Saiu do estabulo e correu em direção ao milharal, tinha de ser precisa e correr entre os pés de milho em uma linha reta, para não se perder e chegar o mais rápido possível do outro lado. As folhagens arranhavam seus braços e rosto, mas ela não se importava, aquilo doía menos do que ser esquartejada. Parou subitamente ao ouvir barulhos de passos vindos em sua direção, "Não pode ser ele" pensou consigo mesma, enquanto olhava para o chão, procurando algo com o que se defender, mas não havia nada que pudesse fazer algum estrago por ali. Voltou a correr, agora sem ter tanta certeza de que direção seguia, olhou para trás quando percebeu uma movimentação no milharal, e ao virar-se para frente novamente, deparou-se com uma cerca de arames farpados e não teve tempo de diminuir a velocidade.

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