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A EXPERIÊNCIA DO “SEGUE-ME”.

De todas as experiências espirituais que temos na presença do Senhor, nenhuma é tão grandiosa quanto à simples, porém profunda experiência do segue-me. É esse chamado que Jesus faz em nosso coração, que nos impulsiona a crescermos na fé como cristãos cada vez mais humanos. E é um momento de escolha. Não nossa em seguir a Cristo, mas de Cristo, através do Espírito Santo, em nos despertar a decisão de nos escolhermos para dar continuidade à sua missão.

Imaginem a profundidade desse chamado: você que está lendo esse texto agora, que certamente é engajado na Igreja, ou ainda está se encontrando nela, foi trazido até a mesma por um parente, um amigo ou um convite, allright? E junto com você, no seu tempo, seja ele ontem ou hoje, muitas pessoas também foram trazidas da mesma maneira, certo? Agora se pergunte: de todos, porque você decidiu se engajar, crescer na fé, negociar seus talentos para obter mais e lutar por um bairro melhor, uma cidade melhor, um estado melhor, um país melhor, um continente melhor, um mundo melhor e ao longo dessa jornada ser uma pessoa melhor? Simplesmente porque em algum momento de sua caminhada dentro da Igreja, Jesus veio diretamente ao seu coração e disse com todas as letras: “vem e segue-Me”.

E você então decide fazer bem mais do que participar das missas aos domingos, começando a fazer parte de algum grupo, movimento ou pastoral da Igreja e começa sua caminhada, com todas as dificuldades que existem ao longo da jornada (decepções, quedas, tentações, etc), mas permanecendo perseverante, confiando no poder que a caridade divina possui. Aí você se espanta: “isso é loucura! Ninguém consegue passar por isso tudo e ainda continuar a missão de Cristo!” Não... Isso não é loucura meu amigo ou minha amiga: isso é apenas um dos vários mistérios da fé.

Comigo não foi diferente. Desde que me afastei da igreja presbiteriana independente (sem deixar de lado as amizades que fiz lá) e fiz minha primeira comunhão, fiquei perambulando pela Igreja Católica aos empurrões da minha mãe, indo uma vez ou outra e em muitas dessas vezes desviando meu caminho de casa até a Igreja. Isso durou até 1997, quando uma tia minha inscreveu as filhas dela, minhas primas, no curso de preparação para recebermos o Sacramento da Crisma e aproveitou o ensejo e me inscreveu junto. E só disse que me inscreveu no curso um dia antes de começar. Comecei a frequentar o curso e uma de minhas catequistas de Crisma indicou um grupo de jovens que ela fazia parte.

Por curiosidade, comecei a freqüentar o Movimento COR (o grupo que minha catequista indicava aos seus crismandos na época) aos 15 anos, de maneira esporádica (ia uma vez ou outra, quando lembrava que tinha reunião do grupo). Mas numa noite quente de maio, mais precisamente numa terça-feira, dia 20 de maio de 1997, vivenciei um momento de profunda intimidade com Deus. Um momento tão grandioso e ao mesmo tempo tão misterioso, que foi dessa reunião em diante que eu comecei a cada vez mais compreender a fé que crescia dentro de mim. Foi naquele dia que eu, um adolescente que conversava mais do que tudo nessa vida, falava pelos cotovelos, era chato, às vezes insuportável, já era sarcástico, gostava de piadas sujas mas já gostava de escrever, saí da reunião com uma vontade enorme de voltar na outra semana, na outra, na outra e não parar mais.

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