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CHEGOU AO TOPO DA MONTANHA? DESÇA!

Recentemente, tenho feito algumas coisas que gosto, mas que estão vistas como erradas para uns e extremamente chocantes para outros. Coisas simples, mas que as pessoas do século XXI não estão mais acostumadas a ver e nem a ouvir. Mas o que ninguém realmente sabe é que essa mudança de comportamento, para mim, está sendo um processo de auto-realização. Cheguei ao topo da montanha do conhecimento, do intelecto, da percepção das ideias e agora estou descendo a mesma montanha que escalei. Você devem estar se perguntando que tipo de coisas eu fiz para que acontecesse um barulho dentro da mente e do coração das pessoas. Vou explicar com um pouco mais de ótica, do princípio até os dias atuais.

Tudo começou em Janeiro de 2011, quando ingressei no serviço público do Estado de Sergipe. A distância entre a minha casa e o trabalho me dava e ainda dá de tempo ocioso, cerca de duas horas do meu dia. Essas duas horas eu comecei a preencher com leitura, e foi o que fiz: comecei a ler tudo o que estava ao meu alcance. Os livros eram extremamente variados. De literatura a filosofia, passando pelo Catecismo da Igreja Católica (que vou fazer uma releitura do mesmo pela terceira vez), eu li tudo o que me interessou e me interessa até o presente momento.

Porém essa atitude teve um lado extremamente negativo (ou positivo) para mim: eu atingi um nível intelecto-cultural-consciente, extremamente alto. Ao refletir de maneira profunda tudo aquilo o que absorvi dos livros que li, me deparei com uma chocante realidade, que foi a de ter chegado a um nível bastante acima de um ser-humano comum. Minha percepção aumentou, comecei a ler através das entrelinhas, observar de maneira ainda mais apurada as pessoas e a expressar o que eu realmente penso nas redes sociais. Eu tinha chegado ao topo da montanha muito cedo, e as pessoas ao meu redor não estavam preparadas para isso. E estou pagando o preço disso até os dias de hoje. Já fui taxado de marxista, comunista e até mesmo de anti-cristão. Mas o que me chocou mesmo, foi o fato de eu estar falando de mim na primeira pessoa. E isso é algo que eu abomino de todas as maneiras, pois

Eu estava me tornando aquilo o que eu luto para não ser: uma pessoa arrogante, prepotente e insensível. Coisas que eu vivi rodeado desde a minha adolescência. Eu expandi a esfera onde eu me encontrava e para evitar que esse monstro me dominasse, resolvi seguir o conselho de um padre-cantor muito famoso (Padre Zezinho). Um conselho que para muitos é deveras perturbador, pois mexe e fere de maneira voraz com seus egos. Eu resolvi fazer o que ele tinha escrito num artigo de uma antiga revista católica há pelo menos uns vinte anos atrás: descer a montanha. Não porque me assustei com o que vi, mas pura e simplesmente para não me deixar consumir pela egolatria. Por isso, mesmo as pessoas não deixando com que eu consiga viver esse momento de retorno às minhas origens, estou descendo essa montanha que eu mesmo escalei. E nessa descida, tomei a decisão de ir até o iní

Por isso estou escrevendo sobre tudo o que eu realmente penso à respeito das pessoas, do governo e do mundo em si nas redes sociais, principalmente no facebook. Porque estou fazendo isso? Para as pessoas perceberem que aquilo ali é uma rede social. Nada ali tem de real. As pessoas estão tão confinadas dentro de suas casas com medo, que as redes sociais se tornaram uma extensão de suas vidas. E essas pessoas infelizmente só postam besteiras. É como se fosse uma obrigação minha postar frases de otimismo e orações pessoais no facebook! E ver as pessoas com suas mentes controladas por essa "onda forçada" do bem, me torra profundamente o juízo.

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