Capítulo

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001

A brisa quente e carregada com uma espécie de fuligem preta, soprou e balançou-lhe os cabelos para, em seguida, descer rodopiando rumo à claridade laranjada bem lá embaixo. Era um brilho distante e que pouco iluminava, principalmente num lugar tão profundo como aquele. Mas ela já estava acostumada e até gostava porque, além de estar ali por muitos milênios, naquele lugar não havia muito a ser visto. Tinha solo rochoso e acidentado, muitas vezes em estado incandescente. Tremores e terremotos inesperados. Vapores e gases tóxicos que flutuavam em um ar quente e asfixiante. Ou seja: similar a tantos outros lugares acima daquele ponto.

“Sempre assim.” — Ela sabia.

Ao redor dela, tudo se mantinha como sempre fora: ermo e abandonado. Ao menos assim ela pensava, e foram raras as vezes que encontrou algum outro ser por ali. Por isso sentia uma despreocupação em se manter sentada, na ponta daquela projeção, sob o Abismo. Ela não se sentia ameaçada.

Novamente a brisa quente chegou até ela, e dessa vez foi mais forte. Ela se levantou, bateu nas partes onde havia alguma poeira e se teletransportou para onde fora chamada. Foi quase instantaneamente que parou diante dos portões da fortaleza, e caminhou até a sala de quem a invocou. Queria mesmo se teletransportar de um ponto a outro, até chegar ao local. Mas não tinha energia suficiente para executar a sua principal, para não dizer única, habilidade tantas vezes. No lugar, atrás de um balcão de pedra, a entidade a olhou de cima abaixo e, duplamente, não gostou do que viu. Primeiro por ter que chama-la duas vezes e, segundo, porque ela era de aparência singela, sem adornos, sem acessórios, sem armadura e sem vistosas armas. Itens que, de certo modo, são da composição básica de um demônio. Mesmo assim entregou-lhe o pergaminho com as informaç&o

Sua noite estava apenas começando.

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