Suspense-Mistério
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Capítulo

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Capitulo dedicado à: “Olhou para o céu. De súbito, alguma coisa no alto se partia”. Paulo Fernando Moraes (1941)


A LEI DO CÃO.

Nos bairros de Aracaju, após o governo ter fechado várias delegacias alegando reformas, e a população nunca ter visto aparecer um pedreiro sequer para nenhum tipo de reparo, começaram a ocorrer crimes em séries e sem explicação. Assassinatos cruéis estavam assustando e aterrorizando todos os moradores, até mesmo os que eram policiais. Ninguém mais tinha coragem de sair à noite, pois temiam por suas vidas. No bairro Santo Antônio, por exemplo, quando o relógio da igreja Espírito Santo badalava às dezenove horas, o cenário era o seguinte: passos apressados, pessoas adentrando em suas residências, portas e janelas trancadas. Nem uma só alma nas ruas, um deserto total. O motivo desse medo foi por causa última vitima de um assassino anônimo, o Sr. George, que morava com sua esposa numa bela casa de quatro quartos e do

Seu corpo foi encontrado na Orla do Bairro Industrial, na beira do rio Sergipe com o pescoço quebrado e várias perfurações de uma arma branca ainda não identificada. A polícia fez a perícia no local, colheu todas as provas possíveis e comunicou o fato ao Sr. Coelho, um dos poucos parentes vivos que ainda morava na cidade, uma vez que a maioria já havia ido embora do Estado de Sergipe, em circunstâncias misteriosas.

A polícia prosseguia com as investigações, mas ainda não tinham pistas do provável autor (ou autores) dos crimes. Chamaram então os vizinhos próximos ao Sr. George para depor. Porém era sempre a mesma coisa: ninguém nunca viu nada e sabia menos ainda, não muito diferente das grandes metrópoles.

Só que por ser um bairro pequeno e tradicional, seus moradores sempre aumentavam os fatos e deixavam a imaginação fluir. Eles chegaram ao ponto de dizer que o assassino era Leonel, o filho mais velho do motorista Joel Sullivan. Joel era o antigo pároco da cidade de São Bento, na Paraíba, que renunciou à batina e fugiu da cidade depois que foi seduzido pela filha do tenente Leonel Willians, Mariana, que hoje é mãe de dois adolescentes. O motivo de chegarem a falar do adolescente era o fato dele ter um grave distúrbio de personalidade. Muitos moradores mais fervorosos acreditavam, que por ele ser filho de um ex-padre com uma mulher que é uma forte candidata à mula-sem-cabeça, em noites de lua cheia ele se transformava em lobisomem e saía às ruas de madrugada para aterrorizar os moradores da capital.

Implicavam com Leonel por ele ser um adolescente solitário, extremamente caseiro e que vivia trancado dentro de casa, estudando. Também estranhavam o fato dele ter apenas amigos da escola, por não o verem conversando com quase ninguém da rua, por ele só sair de casa à noite ou de madrugada, principalmente em noites de lua cheia quando ele saía e só retornava para sua casa ao surgirem os primeiros raios de sol.

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