Suspense-Mistério
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Capítulo

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Capitulo dedicado à: “Quem não ama a cor morena, morre cego, sem ver nada, capitão.” Paulo Dantas (1922).


COISAS QUE ACONTECEM.

Bebiam nos fins-de-semana, sempre a partir das vinte horas das sextas-feiras, como um alívio psicológico, físico e sagrado. Sempre no mesmo bar da Orla do Bairro Industrial, marido e mulher se encontravam. Ela se chamava Mariana, secretária de uma advogada muito respeitada em Aracaju, a Dra. Berenice Miranda. E ele Maurice, gerente muito conceituado de uma loja de materiais elétricos e hidráulicos, cuja matriz ficava situada em um prédio no centro da cidade.

Ambos seriam um casal feliz, com muita coisa em comum a começar pelos nomes que possuem a mesma letra inicial, e pelo bairro em que se conheceram, casaram e estão morando atualmente, o bairro Jardins, se eles não bebessem tanto e ficassem tão bêbados todos os finais de semana no mesmo bar. Já eram até amigos do dono, um quarentão moreno, forte, e de voz grossa, que muitas vezes colocava as cervejas, doses de uísque, covers artísticos e drinks na conta deles. Beber até cair já tinha se tornado rotina para ambos. Tanto era que no dia posterior ao que eles bebiam, quando acordavam, sempre faziam juras de nunca mais encostar-se a álcool, tamanha era a ressaca que invadia seus corpos. Mas essas juras eram sempre falsas, pois ambos sempre bebiam como que por competição, pra ver quem aguentava mais.

Muitas vezes, bebiam tanto que nos finais de noite, altas horas da madrugada, só restavam o casal e o dono no bar, que muitas vezes dispensava os garçons apenas para ficar de olho em Mariana, desejando-a. Ela também fazia por merecer, pois a mesma, além de moradora de um bairro da zona sul da capital, era de uma beleza e de uma vaidade extrema: cabelos pretos lisos e naturais, pele alva, olhos cor de mel, nariz fino, seios médios, cintura de violão, coxas grossas e uma bunda bem desenhada, dessas de comercial de lingerie. Resumindo tudo: era uma boneca de louça com curvas.

O dono do bar, vendo todo aquele material quase à sua disposição, muitas vezes, passava olhares deveras insinuantes para Mariana. Esta, também não fazia por menos e dava muita bola pra ele, nas muitas vezes em que o marido apagava na mesa de tão bêbado que ficava, ou quando o marido se distraía com as canções que os músicos da noite estavam cantando e tocando. De vez em quando, quando ela ia ao banheiro, era seguida pelo dono do bar, que dava uns amassos nela, antes dela voltar para a mesa. E ela, mesmo com o gosto da saliva do dono do bar em sua boca, fazia questão de beijar o marido, para que ele pudesse sentir o quanto é corneado.

Mas como todo cliente VIP que se preze, apesar do nível social deles, a conta no bar começou a ficar muito alta e o dinheiro muito curto. Seria melhor que ambos parassem de beber até que a conta estivesse fora do vermelho. Porém o alcoolismo já falava mais alto e ambos continuavam sempre bebendo sem se preocupar com essa questão financeira. E o dono, por estar sempre de olho em Mariana, já obtendo sucesso em algumas investidas, aceitava que bebessem de graça e colocassem as bebidas na conta que eles tinham. E detalhe: eles eram os únicos clientes que possuíam conta fiado no bar. Algumas vezes, por incentivo da própria Mariana, o dono do bar até emprestava dinheiro para Maurice, para que eles deixassem o carro no estacionamento, pudessem pegar um táxi e não fossem para casa dirigindo naquele nível, pois ambos nunca tinham condições nem de

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