Suspense-Mistério
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Capítulo

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Capitulo dedicado à: “O futuro não nos pertence na atual perspectiva. Vivemos horas decisivas da história humana e do homem.” Vieira Neto.


UMA ENTREGA, UMA REFLEXÃO.

Lobato desperta tarde, numa bela manhã ensolarada de domingo. Tinha ido a duas festas no mesmo sábado: o aniversário de um colega que trabalhava no mesmo cartório que ele, e à festa de casamento de uma das filhas do ex-patrão da sua mãe, que não se sentiu bem no dia marcado no convite e seu ex-patrão pediu que ao menos uma pessoa da família dela fosse. Ele, ao ouvir a conversa, foi o primeiro a se escalar para salvar a pátria e o primeiro a destruir temporariamente o próprio organismo tomando todas e mais algumas. “Cadê meu fator mutante de cura nessas horas?” pensava ele, rindo de si mesmo pelas condições físicas e psicológicas que se encontrava ao acordar, e por ser fã da personagem Wolverine, dos X-men. Eram cerca de dez horas da manhã. Ele bebe um café forte e bem quente, “para equilibrar os nerv

Lobato não é muito extravagante, pois se considera um tipo comum de pessoa: descendente de Holandeses por parte do avô, alto, robusto por causa da musculação, olhos claros, olhar reflexivo, cabelos castanhos curtos e pele clara, mas queimada de sol. Se ele possui algo de diferente, é o par de brincos que usa na orelha esquerda. Mas nem de longe são perceptíveis, pois são muito pequenos, e as pedras são marrons, o que dá a impressão de que são sinais. Ele acabara de chegar de uma festa às quatro da manhã. Então seu organismo ainda está se acostumando com o horário em que acordou. Por isso a sensação de que está fora do corpo permanece. Sensação essa que fora resultado das brincadeiras com bebidas que rolou em uma das duas festas.

Sua boca ainda está com gosto de cigarro, apesar de não fumar, devido às várias meninas fumantes que beijou na primeira festa, principalmente a Laís: uma fofinha branquinha, de grandes olhos castanhos, cabelos um pouco abaixo dos ombros, formas bem delineadas, e que é a sua principal ficante nessas festinhas rock que ele frequenta. Ela é noiva de um cara que mora no RJ, e que vem aqui em Aracaju de vez em quando. Às vezes ela viaja pro RJ pra ficar um tempo com ele. Tirando essas idas e vindas, ela fica com Lobato e com outros carinhas, quando o mesmo está ficando com outras meninas.

Lobato também gosta de filosofar. É o tipo de homem reflexivo sobre as coisas que acontecem no seu dia-a-dia. E foi justamente nesse domingo nublado, quando está passando pela Avenida Simeão Sobral que ele dá de cara com ela: ruiva de cabelos compridos um pouco abaixo dos ombros, aparentando uns dezoito anos, olhos castanho-avermelhados, como se possuísse fogo por trás deles, pele branca, dentes perfeitos e um corpo bem desenhado: uma falsa magra. A garota desconhecida passou por ele, olhou em seus olhos e sorriu. Aquele gesto pegou Lobato desprevenido, pois por dentro era como se algo dentro dele despertasse os seus hormônios de maneira brusca. E mesmo depois do “oi” casual que ela deu, assim que se afastou mais e deu uma conferida na mala da moçoila, ele apertou o passo e começou a filosofar, pensando alto, como se estivesse olhando algo no espaço que somente ele en

- Ah... Garota ingênua de longos cabelos vermelhos e olhar pecaminosamente demoníaco... Olhaste para mim nessa manhã nublada de domingo aqui no bairro, e mesmo sem me conhecer, abriste um belo sorriso ao passares por este cachorro sem dono. Agradeço-vos por iluminar e animar minhas chances de encontrar a felicidade, mesmo que seja por esses poucos segundos em que nos olhamos na rua.

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