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Capitulo dedicado à: “O mundo está cheio de pessoas chatas, idênticas e sem sentido”. Charles Bukowski


SOBRE A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

Saio de mais uma aula da Universidade, atravesso a avenida depois do terminal, sento na mesa do bar que fica em frente, peço uma cerveja. A bebida chega gelada e vai embora conforme vou observando o movimento dos alunos entrando e saindo. Peço a segunda cerveja e só então sob o efeito do álcool, minha mente se abre e eu começo a ver que a UFS virou um laboratório bizarro bem ao melhor estilo Dr. Frankenstein, onde toda sorte de experimentos sociais dos mais diversos tipos são realizados, seguindo o inverso de qualquer lógica e segundo o raciocínio de que a universidade existe fundamentalmente para transformação social, e não para a produção e desenvolvimento intelectual.

Para o sistema de ensino público, nos dias atuais e com todo esse marxismo cultural explodindo dentro das mesmas, o ruim é bom e o bom é ruim; o justo é injusto e o injusto é justo e assim por diante. O importante é saber em qual categoria você se encontra, qual classe pertence e qual utilidade eleitoreira terá para os políticos que existem dentro e fora da instituição.

Qualquer pessoa em sã consciência, sabe da falta de qualidade dos professores, dos alunos e da estrutura. A preocupação em realizar alguma espécie de revolução imaginária parece ocupar demais a agenda de reivindicações dos alunos, não dando espaço em suas mentes para pensar em qualidade de ensino. Claro: quem em sua sã consciência, ganhando seus milhares de reais por debaixo do tapete, para manter as pessoas no controle, admitiria falta de capacidade e lutaria para aumentar o rigor acadêmico? Quanto mais rígida a Universidade, menos analfabetos funcionais estarão dentro.

Nós, os estudantes, somos os últimos dos últimos mesmo nos fazendo parecer mais importantes do que aparentamos. Nossa faculdade mais conceituada está tão longe das melhores do planeta, que o nosso único contato com alguém que estuda nelas é sendo empregado da mesma, se matando em grupos de estudo criados pelos professores, estagiando e até limpando o banheiro de algum ex-aluno, que deu um pé na UFS, foi estudar em outro estado e retornou tendo os ovos chupados dentro da mesma, agora como professor substituto.

Para os políticos em geral, criminalidade é transferência de renda. Então além de limpar a merda dos outros com o seu diploma, o aluno da UFS agora tem mais essa função social: a de servir de fonte de renda para todo tipo de meliante em conflito com a lei, das redondezas. Os estudantes são alvos constantes de assaltos e todo tipo de perigo. Qualquer pessoa pode entrar sem se identificar, ou pular as grades que cercam a Universidade Federal, sem maiores dificuldades.

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