Assexuado

Terror

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Assexuado
1 - Killing in the name

Ajoelhado sob o sangue que escorria de um corpo inerte e tendo em uma das mãos a arma do crime, Josias tentava, em vão, acalmar um pequenino e choroso bebê com a mão restante. O pobre rebento estava chocado após assistir uma mulher ser morta com o martelinho de bater carne retirado da gaveta da cozinha. A ineficácia daquela ferramenta como arma e a inabilidade daquele que a empunhava fizeram com que a cena fosse perturbadora até mesmo para um bebê. Os golpes não letais deram à vítima a chance de lutar por sua vida, embora essa possibilidade apenas lhe tenha causado mais sofrimento, sentindo cada contusão da cabeça irregular e cada laceração que o lado com lâmina provocava.

Josias e a criança estavam totalmente manchados com o líquido avermelhado que começava a coagular e endurecer, empesteando o ar com um cheiro ocre e ferroso quando o rapaz começou a se indagar como foi que chegou naquela situação.

Poderia ter sido numa tarde qualquer, em que o rapaz regressava do colégio cansado e abatido após fazer uma longa caminhada sob o sol quente de verão. Os problemas acumulados durante o dia o cegavam, assim como as salgadas gotas de suor que desciam-lhe pelo rosto corado.

Quisera ele que o lar lhe trouxesse refúgio. Aquela casa antiga, situada num bairro de classe média, costumasse exalar um incômodo e agridoce perfume feminino, que já se podia sentir antes mesmo de abrir o portão. Uma vez lá dentro, atravessava a sala poeirenta e mal cuidada para alcançar o seu quarto e trancar-se lá dentro à procura de paz.

Aquela fragrância concernia à Dona Angélica. A mulher que morava algumas ruas abaixo, costumava visitar o seu pai algumas vezes por semana, sempre durante à tarde. O teor daquelas visitas era confirmado pelo ranger da cama na alcova ao lado ou pelos gritos e termos chulos que a mulher dizia e ouvia de Osvaldo, um mecânico desempregado, que não se importava em arranjar um novo trabalho ou, pelo menos, manter a casa limpa.

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