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I: takeda

Miami havia despertado radiante. O dia amanhecera fresco e iluminava o quarto do jovem ainda adormecido. Foi o necessário para que ele abrisse os olhos, piscando algumas vezes para acostumar a vista à luz que invadia seu quarto através da janela descoberta pela cortina. Ser acordado pelos raios de sol e não pelo som estridente de todos os dias, não era bom sinal. Rolou de forma preguiçosa pela cama e agarrou o celular que estava na mesa de cabeceira. Já passava das sete da manhã. Enterrou o rosto no travesseiro, já sabendo que perderia a primeira aula. Como não ouvira o despertador de novo?

Ultimamente, estava dormindo um pouco mais tarde, pois se permitia cair em pensamentos que levavam tempo para abandonar sua mente – às vezes, nem mesmo o faziam e pegava no sono enquanto eles perambulavam por ali. Sem dúvidas, ser pensativo demais era um dos defeitos que ele considerava ter.

Levantou-se às pressas da cama e foi direto para o banheiro, onde tomou um banho e escovou os dentes. Escolher as roupas era a parte que mais lhe tirava tempo, então tentou ser o mais breve possível, ainda que isso custasse sair de casa com a camiseta amassada. Desceu as escadas para descobrir que sua mãe não estava em casa, o que explicava o motivo de não ter sido acordado Pegou uma maçã na fruteira e a mochila em cima do sofá, saindo apressado de casa.

Simon Takeda era um nipo-americano, ou seja, ainda que nascido em solo estadunidense, sua ascendência era japonesa. E amava ser descendente dessa etnia. Além do sobrenome, o presente recebido de seus pais e demais antepassados era a beleza e a doçura. As madeixas de cabelo preto se encaixavam com seu rosto de maneira perfeita ao cair – ora desajeitadas – sobre o mesmo; os olhos de ébano contratavam com a pele pálida e os lábios avermelhados e tão bem desenhados. Apesar de possuir características tão marcantes, nem sempre era o necessário para que se sentisse realmente feliz consigo mesmo.

Havia herdado a timidez e sensibilidade de sua mãe e a esperteza e força de seu pai. Era apaixonado por música e fascinado por lutar desde pequeno, quando fora colocado nas aulas de karatê. Embora soubesse que o pai permitia essas coisas como hobbies, gostava de sonhar que poderia seguir algum desses caminhos na vida profissional. Afinal, soava perfeita a ideia de trabalhar com algo que realmente gostasse e não seguir os passos empresariais da família, como sabia que era obrigado a fazer.

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