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EPÍLOGO: A VELHA BRUXA

Apesar de morar em uma bela e luxuosa casa em Planaltina, no centro do país, todos na família de Zulmira, sabiam que ela era uma bruxa. Tanto que até evitavam fazer visitas ou receberem presentes, por medo de que por trás deles estejam escondidos seus desejos, feitiços e oferendas demoníacas. Porém, a preferência maior eram as crianças, principalmente pelo fato de que ela utilizava o sacrifício e o sangue de crianças, para realizar os seus feitiços mais poderosos. Por isso seus filhos nunca deixavam a avó ver os netos, por qualquer motivo que seja.

 Um dia, porém, uma das filhas de Zulmira, chamada Zélia, precisou pegar uma encomenda na casa da bruxa-mãe, que era um cachorrinho e um gatinho que ela havia encontrado na rua, cuidou deles, alimentou-os e para não ter entregá-los a um abrigo de animais, resolveu dá-los para a sua filha, que era amante de cães e gatos. Mas como ela estava sem tempo de ir pegar os animaizinhos, Zulmira disse que a filha de Zélia, Agatha, sua neta mais velha, poderia ir lá buscar.

Zélia, filha de Zulmira, foi avisando para a sua filha Agatha, que não era para a menina aceitar nada que a avó oferecesse para comer ou beber, em hipótese alguma, porque poderia ter veneno. A menina, tomada de uma grande coragem, disse que ia e vinha com os animaizinhos sãos e salvos, da luxuosa casa de sua avó bruxa. Agatha entrou num táxi e partiu para a luxuosa casa, onde a avó morava.

Enquanto sua neta Agatha não chegava, Zulmira preparava os animais que ela resgatou da rua, para que eles dessem almas a Baphomet, o demônio a quem ela servia, a fim de que a velha bruxa ganhasse um bom título no inferno, quando morresse. Tanto que em um ritual macabro, abriu as barrigas do cachorro e do gato, retirou seus órgãos vitais, colocando sacos de bruxas cheios de feitiços dentro, depois costurando eles de novo. Após isso, ela fez os animais reviverem, invocando através de palavras impronunciáveis, dois demônios do inferno, chamados Alu, que tinha formato de cachorro e Bael, cuja uma de suas cabeças era a de um gato, para habitarem nos corpos dos animais.

Quando os demônios possuíram o cão e o gato, Zulmira colocou uma coleira em cada um, sendo o cachorrinho tendo recebido o próprio nome do demônio Alu e o gato recebeu uma coleira com o nome do demônio Bael. Essa coleira era a única coisa que aprisionava os demônios nesse plano e eles só retornariam ao inferno, se alguém conseguisse removê-las. Ela começou a dar ordens aos dois demônios encarnados, mas não teve tempo de dar todas as instruções, pois sua neta havia chegado para buscá-los.

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