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A FLOR DE CHERNOBYL

Bairro Santo Inácio, Curitiba, mais precisamente em frente ao Parque Barigui. Enquanto as pessoas passavam, indo e vindo com seus afazeres diários, ninguém notava que ela estava jogada ao sol e os poucos que a viam, não sabiam de que planta pertencia, pois era maior do que uma semente de jaca, mas redonda e cheia de espinhos, igual a um ouriço-do-mar. Nem os biólogos do Parque sabiam de que planta se tratava, pois todos passavam mal, quando tentavam se aproximar, chegando a ter tonturas e vômitos repentinos.

Mas se tinha algo que deixava todos os moradores do arborizado bairro de Curitiba, ainda mais curiosos, era que a semente, de alguma forma e, apesar de fazer parte de alguma planta desconhecida, conseguia se comunicar com crianças, porque todas as que passavam de alguma forma diziam que podiam ouvir a semente.

Um dia, um garoto chamado Ulisses, de uns sete anos, que passeava com seu cachorrinho Alu e seu gato Bael pela frente do parque, ouviu a semente chorando. Curioso, ele se aproximou e perguntou pra ela o porquê de tamanha tristeza. Ela, conversando com ele mentalmente, disse que tinha sido retirada de um lugar chamado Chernobyl e fora jogada de um objeto que voava, caindo no chão duro e frio do asfalto. Triste, queria apenas ser plantada e nada mais. Só que as crianças malvadas não atendiam a esse simples desejo dela.

Ulisses, com toda a coragem do mundo, cavou o chão de terra da entrada do Parque Barigui, pegou a semente com cuidado para não se machucar com os espinhos, colocou a semente no solo e a cobriu com a mesma terra que havia cavado. Depois disso, foi para casa, extremamente feliz, por ter feito uma boa ação.

Dias depois, os jornais locais de Curitiba anunciaram que um pequeno botão de flor havia brotado na entrada do Parque Barigui. Era uma planta de caule verde escuro, quase preto e pétalas brancas. O curioso era que a flor era espinhenta, tanto no caule, quanto nas folhas e até mesmo nas pétalas.

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