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O MENINO E A PIPA

Bernardo estava passando as férias na casa dos avós, localizada no bairro Cacupé, mais ou menos uns quinze quilômetros do centro de Florianópolis, quando acordou em um dia de forte ventania, pois o vento assobiava por entre as telhas da enorme casa rústica de sues avós. Rapidamente, o menino pulou da cama e tratou de fazer uma pipa, para brincar na orla da praia, depois do almoço.

Após o belo almoço preparado pela avó, o menino saiu e passou a tarde soltando pipa. Mas antes de voltar pra casa de seus parentes, ele percebeu que o vento estava ainda mais forte e pensou: “porque não empinar pipa mais uma vez?”. Foi aí que Bernardo correu com tudo, vendo a linha de soltando do carretel e sua pipa indo cada vez mais alto.

Mas quando começou a correr com os pés na água, correndo e sorrindo por ver a pipa lá no alto, do tamanho da cabeça de um palito de fósforo, Bernardo não viu um banco de areia enquanto corria cada vez mais para dentro da água e afundou dentro dele, ficando submerso até a cabeça, chegando a engolir água, algumas vezes.

Como esse buraco ficava perto de algumas árvores, tinha muitas raízes afiadas dentro dele, elas acabaram ferindo os pés e as pernas de Bernardo. Ele gritou por ajuda várias vezes, mas não foi ouvido e, pela quantidade de sangue que acumulava ao seu redor, um dos cortes tinha sido bastante profundo.

Com muita dificuldade e vencendo a dor que sentia em suas pernas, Bernardo conseguiu sair, antes que a maré enchesse. Mas como estava bastante ferido, o cheiro do sangue atraiu alguns jacarés-de-papo-amarelo e outros animais carniceiros, principalmente um cachorro e um gato, ambos de pelos pretos, que atacaram o garoto devorando-o primeiramente pelas pernas, depois consumindo as carnes do reto do seu corpo, numa reação cruel e instintiva da mãe-natureza.

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