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O SÍNDICO

Petrônio tinha se aposentado como sargento da polícia e, em três meses, o elegeram síndico do condomínio onde morava, localizado no bairro Duque de Caxias em Cuiabá. E logo nas primeiras semanas, já mostrava o tipo linha dura que era.

Mas era em casa que essa linha dura de Petrônio acabava, porque era sua esposa, Auxiliadora ou “Dona Dora”, para os íntimos, quem ditava as regras, mandava e desmandava na vida de Petrônio e consequentemente, em todo o condomínio. Muitos diziam que ela era uma bruxa, pelo fato de criar um cachorro e um gato, chamados Alu e Bael, ambos com pelos bastante pretos e brilhantes. Mas apesar do falatório, ninguém conseguia provar nada.

Em uma bela segunda de sol em Duque de Caxias, Auxiliadora encontrou uma das milhares de diaristas que trabalhavam no condomínio, em trajes mínimos e achou aquilo um absurdo, visto que ela, além de esposa do síndico, era bastante puritana. Auxiliadora, quando Petrônio veio almoçar depois de uma ronda pelos prédios, começou a fazer a cabeça do marido que, impotente perante a esposa, assim que encontrou a diarista de acordo coma discrição feita por ela, discutiu com ela sobre o uso de trajes mínimos dentro do condomínio.

A diarista torceu o nariz, dizendo que conhece muito bem o regimento interno do condomínio e nele não existe nenhuma cláusula que determine que roupa ou não se deve usar nas dependências. Foi aí que Petrônio, tomado de uma raiva excomunal, avançou na diarista, estrangulando-a com bastante brutalidade, matando-a no corredor do bloco onde a mesma trabalhava.

Temendo ser descoberto, Petrônio desligou o sistema de segurança do condomínio, depois colocou o corpo da diarista dentro da mala do seu carro, dirigiu até o Cuiabá Bonito, atirou o corpo da jovem no rio e retornou para o condomínio, continuando a vida de síndico normalmente.

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