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O ESTRANGULADOR

Sempre que Breno comprava um cachorro de estimação e o deixava em casa sozinho para trabalhar, quando retornava, encontrava o mesmo morto, como se tivesse sido estrangulado, ou com o pescoço quebrado. Ele não conseguia entender: morava no bairro Nazaré, um dos mais tradicionais e valorizados da cidade de Belém do Pará, tinha uma vizinhança pacata e não entendia o porquê de seus cães aparecerem mortos.

Aquilo estava se tornando algo assustador em sua vida, pois Breno amava os animais, era estudante de veterinária e ficava extremamente triste, ao se deparar com eles mortos. Tanto que passava dias, semanas e até meses vivenciando um tipo de luto, até resolver comprar outro cãozinho e tentar cria-lo.

Isso durou até o dia em que Breno chegou mais cedo do trabalho a sua casa, pois tinha de comprar uma corrente para seu novo cãozinho e, ao entrar e ir até os fundos, flagrou o vizinho, um senhor gentil e simpático, mas que odiava animais, dentro do seu quintal, quebrando o pescoço de mais um de seus cãezinhos, que agonizava nas mãos daquele homem desalmado.

Furioso com a cena, Breno pegou a corrente que acabara de comprar e avançou em cima do vizinho, estrangulando o mesmo sem pena, enquanto o gentil senhor proferia palavras em uma língua estranha, em nome de Satã. Em cima do muro, assistiam inertes, um cachorrinho chamado Alu e um gato chamado Bael, como se a morte do vizinho fosse para eles um espetáculo.

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