Capítulo

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EFEVERSCENTES

Ninguém iria imaginar que Jorge, um homem acima de qualquer suspeita, se tratava de um sociopata. Aquele cidadão modelo de meia-idade, morador do bairro Cidade Alta, na Avenida Rio Branco, dono de uma loja de ternos e pai de família, escondia por baixo da pele, um sujeito doentio e sádico ao extremo, para qualquer um que se tornasse uma pedra em seu caminho. E como se possuir uma mente psicótica fosse pouco, Jorge só esperava ser provocado, para mostrar quem ele realmente era.

Um dia, após fechar a loja de ternos um pouco mais tarde que o habitual, pois tinha um lote de ternos para receber, ao atravessar a Rio Branco depois das vinte e três horas, para ir em direção ao seu carro, com seu cachorrinho Alu e seu gato Bael, ambos adotados por ele recentemente, um casal de jovens arruaceiros em cima de uma moto passou por ele, quase o atropelando e gritando alto, a fim de assustá-lo. Como aquele homem de meia-idade era um tanto quanto frio e sério, não conseguiram e o casal ficou tentando todos os dias.

Jorge, com sua mente doentia e calculista, notou que esse casal passava na Avenida Rio Branco, sempre em dois horários: pela tarde e no final da noite, sempre depois das vinte e três. Ele foi deixando o casal bem a vontade, para tentar assustá-lo o quanto queriam e até fingiu sustos, para dar confiança àqueles jovens.

Um dia, numa noite fresca e primaveril de setembro, Jorge saiu da loja de ternos com um balde de vinte litros na mão, no horário em que o casal estava passando. Assim que eles passaram, Jorge atirou o conteúdo do balde neles: era ácido sulfúrico. O casal caiu da moto, se contorcendo de dor por causa das queimaduras do ácido, além de rolar no asfalto por quase trinta metros.

Enquanto o casal ardia, se contorcendo por causa do ácido e dos arranhões provocados pelo asfalto, Jorge colocou o balde dentro do porta-malas, entrou calmamente em seu carro, dirigiu por quase cem metros no sentido contrário de sua casa, fez a volta, acelerou e passou por cima das pernas da moça e da cabeça do rapaz, sempre acelerando, deixando para trás uma mulher aleijada e deformada, além de uma pasta de massa encefálica, com olhos e pedaços de crânio, espalhadas pelo asfalto.

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