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O INFERNO DAS MARAVILHAS

Cleonice tinha sido internada no Sanatório Recife, alguns meses depois de inaugurado, pela própria família. Mesmo sendo uma bela jovem de dezesseis anos, a mesma era acusada de ter problemas mentais, devido ao comportamento típico das mulheres que estão à frente do seu tempo. Por isso seus pais sofriam bastante com o preconceito da sociedade recifense, que não admitiam mulheres questionadoras da autoridade patriarcal.

Agora Cleonice estava lá, dentro daquele enorme casarão, à mercê da própria sorte, pois o dono do Sanatório ordenava que os enfermeiros lhe administrassem altas doses de calmantes fortíssimos, para curarem o seu “problema mental”. E como ela ficava em um dos últimos quartos do casarão, sempre que estava em estado de latência física, era abusada sexualmente por um dos enfermeiros, por horas e horas, até o horário da próxima dose.

Esses remédios lhe deixavam tão grogue, mas ao mesmo tempo com a mente alerta, que para fugir dos abusos e de todo esse terror, Cleonice ficava contando várias histórias que vinham em sua mente, sempre que conseguia vencer o efeito dos fortes calmantes. Essas histórias chamaram a atenção da enfermeira-chefe, que anotava tudo e ia compilando todas elas em uma espécie de livro.

As histórias que ela contava eram incríveis. Tanto que a enfermeira não perdia um detalhe e escrevia tudo. Mas Cleonice não teve tempo de ler ou ouvir o que narrava, pois morreu devido a uma hemorragia interna, causada por uma “festinha” feita pelos demais enfermeiros, que abusaram dela nos horários em que a enfermeira-chefe não estava no casarão.

Hoje Cleonice é apenas um fantasma que vaga pelos corredores da faculdade que foi erguida no lugar onde um dia foi o Sanatório Recife. Muitos alunos e alunas já disseram ver objetos se mexendo e lamentações de alguém que parece ser uma menina, pelos corredores da faculdade. Mas o mais estranho disso tudo é um cachorrinho chamado Alu e um gato chamado Bael, que aparecem de vez em quando pelos corredores e ficam brincando dentro da faculdade, como se uma terceira pessoa brincasse com eles.

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