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Capitulo dedicado à: O que você faria se não tivesse medo? Richard Bach


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Francis era funcionário do Shangai Banking, que prestava serviços a algumas empresas de grande porte em Nova Iorque. Em uma dessas empresas, ele passava o seu turno da tarde em uma salinha no térreo acima dos caixas, enquanto os funcionários ficavam nos andares acima da salinha dele. Quase todo fim de expediente, quando ele ficava sozinho na sala, sempre tinha a sensação de que havia chegado alguém, ou de que havia alguém dentro da sala junto com ele.

No começo, quando ele olhava ao redor, não via ninguém e voltava às suas obrigações. Após algum tempo sentindo essas presenças, ele começou a ver a pessoa cuja presença tanto o incomodava. Era um homem branco, alto, de traços nobres e sempre com roupa social. Ele, que sempre fora cético com relação ao sobrenatural, nunca teve medo desse tipo de situação e ficava sempre na dele. Até que um dia, uma funcionária dessa empresa onde um dos bancos em que ele trabalhava prestava serviço, veio falar com ele, acompanhada do tal fantasma.

A mulher parecia não ver o espectro do homem que Francis enxergava. E sua imagem estava tão nítida, ele estava tão parecido com uma pessoa normal, que ele demorou alguns segundos para reconhecer que ali ao lado da funcionária existia um fantasma. Atônito com o que estava presenciando, Francis nem pensou em falar com a moça sobre o fantasma, que demorou um pouco passeando pela salinha, até que ele incorporou nela, correu para a janela e se jogou, fazendo a mulher também perder a vida.

Entretanto, Francis não pôde disfarçar o espanto ao ver "alguém" ao lado da funcionária, principalmente quando ele incorporou nela e fez com que ela se suicidasse. A expressão nervosa que ele fez foi inevitável, e os outros funcionários perceberam que ele estava pálido. Eles então perguntaram o que ele tinha visto. Ele, que desde pequeno nunca foi de mentir ou inventar histórias, falou tudo. Francis explicou ainda que tinha a impressão de que o homem vinha da sala ao lado e que a mesma era como um laboratório cheio de equipamentos.

E quando ele comentou sobre as características e a fisionomia do fantasma, os funcionários começaram a ficar nervosos. Um deles falou que esse fantasma podia ser um funcionário que havia cometido suicídio na empresa, jogando-se pela janela do quinto ou sexto andar, por causa da separação da esposa, que ganhou na justiça o direito de levar tudo o que ele havia construído. Ele explicou também que antes de morrer, ele teria ficado por quase um dia inteiro dentro da sala que ficava ao lado da sala onde Francis trabalhava como se estivesse elaborando o suicídio. Ele disse também que ele era colega de trabalho dedicado e trabalharam juntos por quase vinte anos.

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