Capítulo

Publicidade

Rotina I

O celular despertou às 05h22min. Ainda sonolento, apertou o botão de soneca e virou-se na cama como se tivesse todo o tempo do mundo. Enrolou-se ainda mais no quentinho das cobertas e começava a sonhar quando ouviu a música: “A carimbamba vive cantando mas Rosa bela nunca mais voltou. Amanhã eu vou, amanhã eu vou...”. Por um minuto pensou em levantar amanhã, mas lembrou-se que não era Rosa bela, linda donzela e se levantou.

Passou pela cozinha e ligou a cafeteira que já dormia pronta para que não se preocupasse com isso pela manhã, entrou no banheiro e lavou o rosto. Então escovou os dentes vagarosamente e após bochechar, olhou sua face no espelho e disse: “Bom dia”. Enxugou o rosto, voltou à cozinha pegou três bolachas água e sal do pote de vidro, partiu uma e devolveu ao pote. Encheu exatamente pela metade uma xícara branca, cuja asa estava quebrada. Sorveu o líquido negro e comeu metade da bolacha. Só então, sentou-se e terminou de tomar seu café quente e comeu as bolachas restantes.

Levantou-se e lavou a xícara com água, limpou a cafeteira e já a preparou para o dia seguinte com pó e água. Foi ao banheiro e enxaguou a boca. Voltou ao quarto e colocou uma camiseta branca com calça jeans negra. Pôs a mochila às costas e às 06h03min abriu a porta, trancou-a com duas voltas menos uma e foi em direção ao ponto de ônibus. Caminhou três quadras e encostou-se no abrigo. Olhou o relógio e ficou nervoso, o ônibus estava novamente atrasado. Ele devia passar às 6h18min, mas era 6h20min e ele não havia chegado.

Passaram-se dois minutos e ele despontou na esquina, esticou o braço até que o motorista ligasse a seta e só então abaixou o braço. Embarcou dando um “bom dia” displicente ao motorista e ao cobrador, encostou o cartão no validador e passou a catraca. Andou até o último lugar disponível e sentou-se. Demoraria exatos trinta e quatro minutos para chegar ao terminal, se não houvesse nenhuma parada além das costumeiras. Aquele dia, como nos demais, a viagem transcorreu normalmente. Desembarcou no terminal e caminhou até o supermercado onde trabalhava, era na esquina do terminal.

Chegou no serviço as 07h02min, ainda tinha vinte e oito minutos antes de bater o cartão e começar o serviço. Foi ao vestiário colocar o uniforme e como ainda lhe restavam vinte minutos, sentou-se na sala dos colaboradores para assistir o jornal. Fingiu interesse para que ninguém puxasse conversa. Todos começaram a levantar para começar a jornada, esperou um pouco e quando percebeu estar sozinho foi para o relógio ponto. Bateu o ponto exatamente às 07h30min. Internamente se alegrou ao ver que já era dia vinte e cinco e todos os dias fora pontual, nem um minuto a mais nem a menos.

...

...

...

É preciso estar logado para visualizar o restante do capítulo.

Este conteúdo é protegido pela Lei nº 9.610/98 – a Lei de Direitos Autorais.
Assinar ou apresentar como seu é crime pois viola os direitos de autor.

O acesso a este conteúdo é registrado de acordo com as políticas de uso.

Ir para outro capítulo:

Capítulo comentários

É preciso estar logado para poder comentar. clique aqui para entrar ou fazer o cadastro.

Comentários

Carregar Mais

Livro compartilhar

Olá , você pode compartilhar ou convidar seus amigos, para ler esse livro através do Facebook, Twitter ou Email.