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Capítulo

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Novo Capítulo 05

GIOVANA

Suspiro fundo sentindo a brisa do vento bater no rosto, como é bom viver e ser feliz. Claro não sou totalmente feliz e jamais serei, as lembranças e as marcas na alma serão eternas. Não tem como esquecer a morte de um filho e a perda de um grande amor. Quando digo ser feliz, me refiro em saúde, alimento, casa, amigos e família. Essas coisas que são importantes em nossas vida sabe?porque a real felicidade completa creio que essa não viverei mais.

Estou adorando viver na favela, tô aprendendo muito com o povo daqui, superação é a principal. Aqui é tudo humilde mas com amor, sempre uns ajudando os outros e sempre com a esperança a mil. No início quando iniciei as entrevistas a maioria dos moradores não queria falar, não se sentiam confortáveis em abrir suas vidas pra uma desconhecida, eu entendo bem. Minha pesquisa é sobre humildade, como crescer sem ter quase nada e ter que se superar a cada dia. Quando falava sobre isso muitos me olhavam com a cara torta mas hoje, dois meses em que estou com as entrevistas e o estudo eles falam de boa e já sou bem conhecida na comunidade, já ajudei muita gente e sou feliz por isso.

Amo ir na creche da comunidade ficar com as crianças mas isso também machuca, ver aqueles pequeninos seres sem ter o que vestir e calçar direito e até desnutrido é terrível, aprendi que muitos são filhos de trabalhadores que apenas não ganham o suficiente para proporcionar tudo do bom e do melhor aos filhos, já outros as mães deixam na creche para ir ficar nas esquinas usando drogas ou se prostituindo para os vapores. Conhecer essa realidade dói muito, sempre soube que existia isso e claro não só em favelas mas ver e viver com pessoas assim é tão estranho. Ver que as mães e pais não tão nem aí para os filhos é desumano. São apenas crianças que precisam de amor. Essa semana uma casa pegou fogo aqui na favela, foi sábado dia de baile a mãe tinha deixado o filho de 7 anos e a filha de 5 meses pra ir “curtir o baile

Ajeito o cabelo atrás da orelha e dou uma olhada nas fotos que tirei dos meninos jogando bola no campinho, grama digamos que não tem mais, goleiras são feitas com madeiras que a qualquer momento pode cair por cima de algum deles. Tenho que falar com o tio sobre isso, tenho visto muitas coisas como essa na favela e vou direto falar com ele para ser arrumado o quanto antes. Tio Fabrício não é um homem ruim ou egoísta que não ta nem ai pra comunidade, ele ajuda protege e quer o bem de todos mas muitos detalhes deixa passar, e eu estou aqui pra fazer ele lembrar e consertar. Não sei nada sobre tráfico mas não sou burra e sei que dá dinheiro pra caralho, então bora ajudar quem não tem.

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