Capítulo

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CINQUENTA ANOS EM CINCO HORAS.

Não tendo mais como voltar atrás no universo, os dias se passam. Paul, agora um tanto quanto intencionalmente, começa a ficar ainda mais íntimo de Berenice, frequentando a casa dela todas as sextas e devorando Annabel com os olhos, numa fome sexual enorme. E o desejo dele sobre aquela mulher de quase cinquenta anos, fazia com que a mesma, depois de mais de vinte anos de casada, voltasse a se masturbar no banho, ou quando o marido a possuía, ela fechava os olhos e imaginava o jovem no lugar dele.

Também por causa desse desejo, Annabel voltou a ter orgasmos, mas não queria que fossem com o marido: ela desejava Paul em segredo. E no quarto ao lado, Berenice também se masturbava nua embaixo dos lençóis, imaginando seu colega de faculdade, possuindo sua mãe em várias posições. E após gozar, ela dormia insatisfeita, pois já não via a hora de saber que sua mãe tinha um amante e que esse amante era Paul.

Na verdade, esse jogo de troca de olhares já não era suportado mais por Berenice todas as sextas. Ela queria ver ação e queria ver isso logo, pois não aguentava mais olhar para o pai, sabendo que ele tem outra, ou outras e saber que ele gasta mais dinheiro com as da rua do que dentro de casa.

Sua paciência esgotou-se tanto que ela teve uma ideia: fazer com que eles se entregassem um ao outro, levados pela embriaguez. Foi aí que ela pegou um dos cartões do pai e comprou um pequeno barril de Jerez Amontillado, para que eles bebessem até deixarem que suas verdades viessem à tona através do vinho. Mas para ela, isso deveria ser em uma ocasião especial, para que ninguém desconfiasse do porquê dela ter comprado bebidas.

Essa ocasião apareceu no mês de outubro, mês do aniversário de sua mãe. A data iria cair justamente numa quinta-feira. Paul ia vir na sexta e o vinho seria para que os três comemorassem o aniversário de Annabel. E com o plano final esquematizado, agora era só esperar. Horas, dias e semanas se passaram até que o dia do aniversário de Annabel chegasse. Nesse meio tempo, Paul já havia dado algumas investidas na mãe de Berenice. Ela percebia os apertos de mão, os abraços e até mesmo as conversas entre eles eram um pouco mais íntimas. Pois Adriane perguntava sobre as namoradas dele, a vida social que ele tinha e uma vez chegou até mesmo a perguntar se ele já tinha tido “alguma namorada mais velha do que ele”. Quando ele ouviu isso, apenas sorriu e disse que para ele, “idade não importava”.

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