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A CASA SOBRE A AREIA.

Lenta com um caracol, eis que chega a tão esperada sexta-feira. Berenice acordou extremamente ansiosa. Ela estava radiante, já nas primeiras horas do dia. Tanto que tomou um belo banho morno e perfumado, arrumou-se, tomou café e foi até a biblioteca de sua casa, dar uma conferida se estava arrumada ou não.

A biblioteca, que na verdade é um quarto que ela e sua mãe foram decorando com prateleiras e livros, para ambas estudarem ou lerem seus livros preferidos. Isso sem contar com as bizarras estatuetas de orangotangos acorrentados, que foram um presente da avó de Berenice por parte de pai para sua mãe, quando a mesma fez uma excursão até a África. Esse quarto também possui um banheiro, caso a jovem estudasse demais e estivesse atrasada para ir para a escola ou para a faculdade.

Ela entrou, deu uma arrumada nos livros, passou uma flanela neles, borrifou desodorante de ambientes e mudou o arranjo de flores que fica em cima da pequena mesa de leituras, que nada mais é do que uma mesa de escritório comum sem gavetas, com duas enormes cadeiras giratórias. Isso sem contar os bancos acolchoados, espalhados pela mesma, que eram usados quando os colegas dela iam estudar junto com ela para alguma prova ou seminário. Tudo pronto e organizado, agora era só esperar.

Só que essa espera parecia uma eternidade. Dava dez, dava onze, dava doze, dava uma da tarde, mas não dava duas! E durante essa espera, Berenice já havia feito de tudo dentro de casa, a fim de passar o tempo. Sua mãe, como sempre, estava ocupada na parte dos fundos com o ateliê. Ela estava com a casa toda à sua disposição, que era uma das vantagens de ser filha única. E quando estava prestes a desistir, a campainha toca, assustando-a. Berenice corre desesperada pela casa, até a porta da frente, achando que era Paul, mas não era. Era o correio que tinha vindo entregar uma caixa de acessórios, encomendada por Annabel.

Um pouco chateada, ela recebe a encomenda, assina o papel do recibo, entra e vai até os fundos da casa, entregar a caixa que acabara de chegar, para sua mãe. Mas logo que Annabel recebe a encomenda das mãos de Berenice, a campainha toca novamente. Afoita por causa da ansiedade, ela corre de novo até a porta da frente, com a certeza de que era Paul.

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