Capítulo

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MARASMO.

E o dia já começa completamente mal para Berenice. Completamente, porque depois de ter tido uma noite horrível de sexo com seu namorado, ela estava sendo obrigada a ouvir os berros e as reclamações do pai por toda a casa. E isso seria normal para ela, se isso não se repetisse sempre, desde que ela se entendia por gente.

A vítima desse megafone ambulante era ninguém mais, ninguém menos do que sua mãe Annabel: uma mulher de quase cinquenta anos, de corpo magro, sem vícios (a não ser um vinhozinho nos finais-de-semana), cabelos pretos (tingidos por causa da vaidade) e lisos, olhos negros, pele branca e curvas no lugar.

Ela era esposa de um rico empresário do ramo de móveis e eletrodomésticos. Mas apesar da boa vida que levava junto com sua filha, o marido era um pão-duro profissional: além de conseguir fazê-la largar o emprego de estilista, transformou-a numa dona-de-casa subserviente, dando-lhe apenas o suficiente para que ela gastasse com as despesas da casa e da filha. E sempre que ela pedia algum, mais do que o necessário, era aquele falatório:
- Dinheiro... Dinheiro! Você só pensa em gastar meu dinheiro Annabel! Já não basta os gastos com a casa e com a Berenice, agora quer que eu gaste também com você? Você tem tudo o que precisa, bem aqui!
- Deixe de falar alto, Gordon! Não quero que a menina escute. Além do mais, estou precisando comprar alguns cosméticos para mim. O que você deixa em casa é contado e mal dá par

Berenice ouvia tudo da parede do quarto em que dormia e ficava bastante irritada com a situação de sua mãe, que fazia das tripas coração para dar o mínimo de conforto à filha, dentro daquela enorme casa que mal uma diarista tinha.

Quando o pai saía para ir trabalhar, Annabel ia para um quarto nos fundos da casa, que o marido, com toda a sua extravagância não ia, por ser um quarto onde se colocavam os móveis mais velhos. Ela vendeu os móveis usados e com o dinheiro, sem que o marido soubesse, montou um ateliê.

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