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CAPÍTULO 1: Ninguém é forte o tempo todo


De todas as noites que Estevão já vira na vida, a que seus olhos estão contemplando neste momento, é sem dúvida, a mais bonita. A imponente e hipnotizante lua cheia resplandece no céu estrelado, refletindo seu incrível brilho prateado sobre a água cristalina do belíssimo mar que se estende pelo horizonte. Porém, esse incrível espetáculo da natureza não é suficiente para aplacar os pensamentos horríveis que assaltam sem piedade a mente de um homem tomado pela tristeza.


A essa hora, quase meia noite, a praia está completamente deserta. A brisa suave bate levemente no rosto cansado de Estevão, fazendo-o suspirar profundamente. Ele está sentado na areia sem se importar em sujar o terno caro que está usando. Seus olhos vermelhos estão fixos no movimento repetitivo das ondas que se formam no enorme mar de águas cristalinas que banha uma das mais belas praias de Angra dos Reis.
Ao seu lado, uma garrafa de whisky que já está pela metade, é um lembrete constante do quanto ele vem bebendo nos últimos dias a fim de tentar esquecer, nem que seja por alguns instantes, sua vida de merda.


Fazendo um esforço para não pensar demais, ele estende a mão e alcança a garrafa de bebida, levando-a a boca no segundo seguinte. O líquido desce quente pela sua garganta, causando uma falsa sensação de conforto e enquanto ele toma um gole atrás do outro, lembranças que ele está lutando para esquecer surgem em sua mente, fazendo-o fechar os olhos com força como se estivesse sentindo uma grande dor.


Flashes rápidos e desconexos do que aconteceu há algumas horas espocam em sua cabeça, deixando-o zonzo e desorientado. A única coisa da qual ele se lembra com nitidez, apesar da grande quantidade de álcool que ingeriu, é a última frase que seu pai disse, a frase que o atormenta desde criança. “Você não passa de um bastardo”. As palavras voltam a sua mente com uma força esmagadora, causando-lhe uma dor aguda no cérebro. “Você não passa de um bastardo”.


Uma lágrima teimosa escorre pelo seu rosto, enquanto ele faz um grande esforço para ficar de pé. Ainda tentando manter o equilíbrio, ele leva a garrafa de whisky à boca e com um único e longo gole, bebe toda a bebida que ainda restava. Com um misto de frustração e raiva, ele joga a garrafa vazia no chão e com passos cambaleantes caminha em direção ao mar.

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