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Capítulo 50

Fábio Fugissaka e Antonio Batistelli estavam acabados. Os detentos de sua cela bateram muito e abusaram muito deles praticamente todos os dias. Essa era a lei dentro da penitenciária: estuprador invariavelmente vira mulherzinha. Ainda mais com o agravante de Fábio ter agredido um dos carcereiros. Foi a mesma coisa que querer apagar fogo com gasolina. Num instante, todos os detentos descobriram que tinha “estuprador na área”, e eles viraram moeda de troca de favores entre as celas. Foram trocados por cigarros, por bebida, por maconha e até por um celular. A cela em que eles estavam detidos os “emprestava” em troca desses favorzinhos.

Fábio e Antonio eram obrigados a desfilar durante o banho de sol só de calção, para que os detentos vissem a “mercadoria” e dessem os seus lances. Os agentes penitenciários faziam vistas grossas, pois enquanto os detentos estivessem preocupados com esse divertimento, eles dariam sossego, e a paz reinaria na penitenciária.

Um dos carcereiros chegou até a porta da cela, onde Fábio e Antonio estavam e batendo com o cassetete nas grades, falou:

- Ei meninas, tem visita pra vocês!

Fábio, que estava deitado no chão, levantou a cabeça lentamente e olhou para Antonio, que limpava o banheiro da cela.

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