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Capítulo 41

- Olha, senhores delegado e investigadores – falou Antonio educadamente – eu e meu amigo, realmente estamos falando a verdade. Nós sabemos que tudo está apontando pra gente. Esses e-mails, essas ligações, esse sangue, esse esperma e tudo mais! Eu sei que o mundo está conspirando contra nós, mas nós somos inocentes!

O delegado Abdala fez cara de aborrecido, e levantando-se de sua cadeira, deu uma volta na mesa se colocando ao lado dos suspeitos, depois se inclinou e falou pausadamente perto do ouvido dos dois:

- Senhores, eu já vi nessa longa vida que tenho na polícia muita coisa que vocês dois nem imaginam: já vi mãe matando filho, irmão matando irmão, amigo matando amigo; vi um padre, que matou uma de suas fiéis, vi um pastor que matou o irmão para controlar a igreja só pra si, e esses são apenas alguns poucos exemplos. E sabem de uma coisa? Todos eles faziam cara de coitadinho na hora da investigação. Todos se diziam inocentes, todos choravam e muitos deles quase me convenceram. Então eu não estou nem aí pro que vocês estão dizendo. Eu quero a verdade! Vocês entenderam? A verdade! E no momento, a pergunta é: porque vocês ligaram diretamente para os investigadores ao invés de ligar para a polícia?

Fábio Fugissaka olhou profundamente para os olhos do delegado e após um longo suspiro, falou:

- Doutor, você pode me torturar se quiser, mas eu não tenho nada a falar sobre isso! Eu não sei quem ligou para esses dois aí, – apontou para Alberto e Teixeira – e essa é uma questão que de mim não vai ter resposta.

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