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ESCONDIDO PELA SOMBRA DE ZOZO

Enquanto meu sobrinho Axel estava preso dentro da minha casa, eu levava minha vida normalmente, para não levantar suspeitas. Já haviam se passado duas semanas que o garoto estava sendo reeducado por mim. Eu já havia ensinado a ter bons modos e só mexer nas coisas, se alguém permitir, molhando-o com água gelada e dando choques nele com fios elétricos desencapados, além de amarrá-lo e enfiar um funil desses de alimentar gansos, durante algumas madrugadas, onde eu despejava mingau de aveia, para que ele não ficasse com fome. Isso sem contar que eu brincava de futebol brasileiro com ele, calçando pantufas e chutando-o com força na barriga, até ele vomitar o mingau, no outro dia pela manhã.

Porém, a procura pelo menino começou a aumentar e se eu não fosse mais esperto, logo meus parentes iriam descobrir que ele estava esse tempo todo comigo. Eu já estava quase sem opções, quando Zozo apareceu para mim através de uma nuvem negra na minha sala. Ele disse que uma mulher jogou Ouija com uma amiga, para tentar fazer com que um homem casado largasse a esposa e se apaixonasse por ela. Ele exigiu um ritual e assim que a mulher preparou tudo e o invocou para este plano, estava tentando causar desavenças no casamento desse homem, e até aquele momento todas as suas tentativas haviam fracassado. Foi aí que eu, que desejava apenas não ser descoberto até devolver o garoto reeducado, aceitei ajudar Zozo.

Passei o dia inteiro no trabalho, pensando em como separar um casal que eu nunca nem vi na vida, confiando apenas nas descrições dadas por um de meus demônios de estimação. Foi então que pela noite, enquanto tapava a boca com gaze, colocava Axel de cabeça para baixo e lhe dava fortes palmadas no bumbum com uma escova de banho, enquanto Judite, minha escrava sexual se masturbava, tracei um plano para ajudar Zozo e conseguir ser encoberto pela procura insistente de meus parentes e demais pessoas: eu diria para a esposa envolvida no matrimônio que Zozo queria destruir, que seu marido era amante da mulher que invocou o demônio. E para ter o amor de seu esposo novamente, a esposa deveria cortar três mechas de cabelo da cabeça dele enquanto ele dormia para que eu pudesse levar até uma feiticeira, para que a mesma confeccionasse uma poção do amor, para o esposo.

Ao esposo, eu iria contar uma outra história, um pouco mais maléfica. Ao marido eu disse que a esposa dele queria matá-lo e que ele deveria permanecer atento por toda noite, uma vez que a própria esposa o atacaria enquanto ele estivesse dormindo. Deixei Judite castigando Axel, batendo nele com o escovão de banho até o bumbum dele ficar roxo e fui pra rua, atrás desse casal. Zozo foi me dizendo o endereço de onde cada um trabalha e me apresentei como um médium que havia tido uma visão sobre o plano da esposa. O homem me agradeceu e no mesmo dia, fingiu dormir. Quando sua mulher veio para lhe tirar as mechas de cabelo com uma tesoura, ele a matou com um tiro na cabeça e, vendo a esposa morrendo em seus braços, atirou na própria cabeça.

Quando a mulher que fez o ritual de invocação de Zozo, ficou sabendo através do jornal local, que o homem por quem era bastante apaixonada havia matado a esposa e depois se matado, desenvolveu uma tristeza tão grande, que tomou vários remédios de uma vez e cortou os pulsos, vindo a morrer deitada no sofá da sala de sua própria casa. O suicídio também foi relatado no jornal local. Mas mesmo com todas essa informações, invoquei Zozo através de meu mini-tabuleiro Ouija, para receber minha recompensa por cumprir com minha parte no combinado. Porém, quando eu contei a Zozo o que havia feito, ele ficou horrorizado! Zozo não desejava nenhuma morte. Ele apenas queria que o casal brigasse e que de alguma forma seu casamento terminasse com o divórcio. Não era para que tudo resultasse na morte daquelas três pessoas.

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