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AXEL - PARTE 02

Nenhum ser humano pode negar o valor que um bom educador possui, na vida de uma criança. Porém, mesmo que os pais desejem os melhores educadores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam educados por professores. Por isso eles mesmos deseducam seus filhos por orgulho, apenas para que a escola tente controlar os monstros que os pais do século XXI, colocam no mundo. Isso mostra o quanto que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário. Por isso, apesar de imbecilizados, visando e vivendo apenas para o prestígio social e fugindo das responsabilidades de pais e mães, quando seus filhos fracassam da educação, existe alguém como eu, que adora o trabalho de ser o educador de meu sobrinho.

Quando os ventos de uma tempestade me fazem acreditar que tudo lá fora estará destruído para as crianças, eu fico calmo como um lindo arco-íris. Tanto que no outro dia, acordei cedo mais confiante do que nunca, puxei a cama, o tapete embaixo da mesma e abri o alçapão que dá acesso ao meu quarto de Skinner. Enquanto descia as escadas, fui acendendo as luzes. Eu gasto um pouco mais com eletricidade por causa desta parte escondida da minha casa, mas as pessoas lá em cima nem desconfiam pelo fato de eu ter aparelhos elétricos que realmente consomem eletricidade. Mas eu os comprei apenas para disfarçar.

Viver é bem mais que nascer, crescer, trabalhar e morrer. Eu vivo no desejo de a cada dia descobrir meu real papel no Mundo. Por isso peguei um taser comprido, desses que se usa para afastar gado e acordei Judite com uma pequena descarga elétrica. Assim que ela pulou da jaula (ela dorme em uma gaiola para cães de grande porte), disse a ela através de linguagem de sinais, que iria trabalhar e mandei que ela passasse o dia cuidando de Axel, que estava dormindo pendurado pelos braços.

Enquanto ela se recuperava do choque, fui preparar o banho matinal do garoto. Enchi um balde com água gelada e bastante gelo, peguei shampoo e uma pequena toalha. Com tudo pronto, vesti minha máscara de palhaço e fui dar banho nele. Como ele só estava de fraldas, peguei uma vasilha menor e comecei a jogar a água gelada nele, com ele ainda dormindo e também para saber se ele possui algum problema cardíaco. Ele acordou extremamente assutado, mas não revirou os olhos: sinal de que seus batimentos cardíacos eram bons.

Eu jogava água gelada,e passava shampoo. Ele se agitava sem poder gritar, pois estava amordaçado com fita e em determinado momento, me empurrou para trás, fazendo com que eu quase caísse. Fiquei tão furioso por ele ter acertado a camisa que eu iria usar no trabalho com o pé molhado, que peguei o taser e dei um pequeno choque nele, ele ainda molhado. Ele tentou gritar, mas não conseguiu por causa da mordaça. Dei mais outro choque e, assim que ele se acalmou mais, terminei de lhe dar banho e tocar suas fraldas. Pois por causa do choque, ele se urinou e se defecou todo.

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